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Futebol: Seleções feminina e masculina dos EUA tem equiparação de salário

Crédito: Reprodução/Instagram U.S.Soccer

Atuais campeãs do mundo, jogadoras da seleção de futebol dos EUA tem equiparação de salários com o time masculino (Crédito: Reprodução/Instagram U.S.Soccer)



A Federação de Futebol dos Estados Unidos (U.S. Soccer)  anunciou novos contratos tanto para a Seleção Feminina como para a Seleção Masculina, igualando os pagamentos e divisões de prêmios entre os dois times.

Apesar de o acordo da equiparação ter ocorrido em fevereiro deste ano, somente agora foi efetivado com os novos contratos para as duas equipes nacionais. Eles são válidos até 2028 e estarão em vigor nas próximas duas Copas do Mundo de cada time.

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Segundo o jornal USA Today, o novo contrato prevê um orçamento para o time feminino em 2022 de US$ 7,2 milhões (R$ 35 milhões), um aumento de 54% em relação a 2018. Isso inclui um aumento de 68% nos ganhos das jogadoras para o torneio de classificação da Copa do Mundo Feminina de 2023.



Premiação da Fifa

Um ponto que gerou muito debate entre as jogadoras femininas e a U.S. Soccer foi em relação a divisão dos prêmios pagos pela Fifa. Por mais que a federação tivesse interesse na equiparação de prêmios, não conseguia pagar igualmente as duas seleções graças a disparidade dos valores pagos pela entidade máxima do futebol.

Como exemplo, a Seleção masculina da França recebeu US$ 38 milhões por vencer a Copa do Mundo da Rússia em 2018, enquanto que o time feminino dos Estados Unidos ganhou US$ 4 milhões por vencer pela segunda vez consecutiva a versão voltada para as mulheres da mesma competição.

Já o time masculino, longe de ter o mesmo sucesso do feminino, ficou de fora da Copa de 2018 e recebeu cerca de US$ 5,4 milhões em 2014, quando foi eliminado da Copa do Mundo do Brasil nas oitavas de final.


A solução encontrada pela U.S. Soccer foi dividir 90% do valor ganho em premiações da Fifa, seja do time masculino ou do feminino, entre os jogadores das duas seleções.

Benefício para os homens

O novo contrato trouxe vantagens também para o time masculino, que agora tem direito as mesmas assistências para os filhos enquanto estiverem a serviço da seleção e que antes só eram oferecidas as jogadoras.