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FSP: jornal sabia quem venceria licitação da CBF meses antes do resultado

A Folha tinha a informação do vencedor da licitação da CBF desde o dia 24 de janeiro - dia da abertura do processo. Resultado foi anunciado nesta terça-feira (12)

Uma reportagem do Jornal Folha de São Paulo mostrou que o jornal já sabia quem seria o vencedor da licitação da CBF para a exploração de publicidade estática do campeonato brasileiro, vencida pela Sport Promotion nesta terça-feira (12). Segundo o texto, a informação já era sabida desde o dia 24 de janeiro, quando a confederação postou em seu site oficial a convocatória para o processo.

A informação foi registrada pelo jornal no dia 31 de janeiro no 1º Tabelião de Notas da Capital, em São Paulo, mesmo dia da apresentação de propostas das empresas interessadas. Já em 7 de fevereiro – quando clubes se reuniram para discutir as propostas –  foi feito um anúncio cifrado na seção de classificados com o nome traduzido da empresa e número e CEP da sede da CBF no Rio de Janeiro.

A Sports Promotion tem relações comerciais com a CBF há 30 anos, e atualmente detém os direitos de transmissão das séries B, C e D e as negocia com redes de televisão, além de ainda explorar placas de publicidades destas competições. Ela ainda trabalha com o Campeonato Brasileiro Feminino, Masculino sub-20 e Copas do Brasil sub-17 e sub-20. Ela também detém direito de sete dos 12 campeonatos estaduais/regionais do País.

A concorrência para as placas de publicidade do Campeonato Brasileiro era inicialmente até 2022, mas a Sports Promotion disse que o contrato é válido para cinco anos. A empresa também contou com uma sócio estrangeira para a licitação, a Ecotonian, fundo de investimento com sede na Suíça e Inglaterra que está no esporte há quatro anos, com contratos em Portugal, Espanha, Itália, Alemanha e Inglaterra.

Na parte de cima, o anúncio publicado. Abaixo, o registro feito em cartório

A EY, consultoria contratada para auditar o processo afirmou que não houve interferência no processo, enquanto a CBF classificou como “absurda” a informação do jornal.