Diante da ameaça do coronavírus, a indústria de cloro, produto usado em processos de desinfecção de residências, comércio e hospitais, tem monitorado os riscos na entrega de insumos para seguir abastecendo as demais cadeias de produção. “O fornecimento tem se mantido regular e normalizado, mas temos algumas preocupações sobre os riscos na entrega de alguns insumos”, diz o diretor da Associação Brasileira da Indústria de Álcalis, Cloro e Derivados (Abiclor), Martim Afonso Penna.

Nesta semana, a Abiclor alertou as autoridades para o risco de fechamento do porto de Santos por causa de uma ameaça de paralisação de trabalhadores. “Fizemos um movimento ao governador de São Paulo e aos ministros da Infraestrutura e da Saúde para alertar os riscos”, disse.

Pelo porto de Santos, chegam as cargas de sal importado do Chile, uma das matérias primas, junto com água e energia, utilizados para a produção de cloro e soda cáustica.

A Unipar Carbocloro é a principal produtora de cloro no Sudeste. O risco de paralisação das operações está, no momento, descartado, diz Afonso Penna, que tem mantido o monitoramento da situação.

A indústria de cloro tem capacidade de produção de cerca de 1,5 milhão de toneladas por ano, operando atualmente ao redor de 70% de sua capacidade total.

No Nordeste, a Braskem está com sua unidade industrial em Alagoas parada desde maio por problemas ambientais e tem buscado alternativas para voltar a operar brevemente.