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Fora da agenda, Bolsonaro se encontra com Frente Parlamentar da Agropecuária

Fora dos compromissos agendados para esta quarta-feira (6), o presidente Jair Bolsonaro se reuniu, na manhã desta quarta-feira, 6, com a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). O encontro teve registro divulgado pelo líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR).



“Café da manhã com presidente Bolsonaro com a frente parlamentar da agropecuária, tratando da pauta do agronegócio, locomotiva do superávit da balança comercial no Brasil”, declarou Barros, no Twitter. Ao publicar uma foto da reunião, é possível observar Bolsonaro e, ao lado, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, que retornou ao trabalho na segunda-feira (4), após infecção por covid-19. Ambos estão sem máscara.

A menos de um mês da 26ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP-26), que acontece na Escócia entre os dias 1 e 12 de novembro, o ministro do Meio Ambiente (MMA), Joaquim Leite, se reuniu na terça-feira (5) com a Frente Parlamentar da Agropecuária e renovou a promessa já feita em 2019 pelo ex-comandante da pasta Ricardo Salles de que aguarda os US$ 100 bilhões anuais prometidos por países desenvolvidos aos em desenvolvimento, como condição para fazer a sua parte dentro do Acordo de Paris, que dizem respeito a medidas para redução das mudanças climáticas.

Assinado em 2015, o acordo prevê que países desenvolvidos devem contribuir com US$ 100 bilhões por ano para projetos de adaptação e de mitigação dos efeitos das mudanças climáticas. Esses projetos seriam empreendidos pelos países em desenvolvimento.

Após o encontro, conforme mostrou o Broadcast, Leite ainda disse que o governo brasileiro não vai aceitar eventuais imposições que possam ser feitas a partir do chamado “Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira” (CBAM, na sigla em inglês), em análise por países da União Europeia e Estados Unidos. Basicamente, a ideia seria estabelecer um preço de carbono para importações realizadas por países menos ambiciosos na agenda climática.



A medida é vista como uma forma de acelerar a neutralidade climática até 2050. O governo Bolsonaro, porém, vê riscos de a medida atrapalhar as exportações.


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