Sustentabilidade

FMI pede “preço mínimo do carbono” para reduzir as emissões

FMI pede “preço mínimo do carbono” para reduzir as emissões

Logotipo do Fundo Monetário Internacional em Washington, 15 de abril de 2020 - AFP/Arquivos

A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, pediu nesta quinta-feira (22) que se imponha “um preço mínimo internacional ao carbono” para grandes emissores, como o grupo dos 20 países mais ricos (G20), a fim de limitar o aumento das temperaturas globais.

Georgieva fez o apelo durante uma cúpula virtual do clima organizada pelo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, que reúne 40 chefes de Estado, incluindo o presidente chinês Xi Xinping e o presidente russo Vladimir Putin.

“Mais de 60 esquemas de preços foram implementados, mas o preço global médio atualmente é de US$2 por tonelada, e deve aumentar para US$75 por tonelada até 2030 para reduzir as emissões de acordo com as metas do Acordo de Paris”, disse Georgieva.

A chefe do FMI se referia à meta do pacto de 2015 de manter o aquecimento global abaixo de 2 graus Celsius.

“Devido à urgência da ação, propomos um preço mínimo internacional de carbono entre os grandes emissores, como o G20. Focar em um preço mínimo de carbono entre um pequeno grupo de grandes emissores poderia facilitar um acordo que cubra até 80% das emissões globais”, explicou.

Georgieva disse que qualquer sistema deve ser “pragmático e equitativo, com preços diferenciados para países em diferentes níveis de desenvolvimento econômico”.

Um imposto sobre o carbono combinado com um maior investimento em infraestrutura ambientalmente correta pode aumentar o PIB global em 0,7% por ano e criar milhões de empregos, disse.

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