Economia

FMI adverte que cortar o gasto público muito rápido pode prejudicar a recuperação

FMI adverte que cortar o gasto público muito rápido pode prejudicar a recuperação

Gita Gopinath, economista chefe do FMI, em 24 de junho em Washington, DC - AFP

A dívida pública globaVer Postl vai atingir o máximo histórico em 2020 devido aos esforços dos governos para impedir um colapso da economia em consequência da pandemia de coronavírus, mas o FMI adverte que cortar o gasto público muito rápido pode prejudicar a recuperação.

Gita Gopinath, economista chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), e Vitor Gaspar, diretor do Departamento de Finança Públicas, alertaram que será necessário que os gastos públicos continuem “como apoio e que sejam flexíveis até que uma saída duradoura da crise seja garantida”.

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Apesar das taxas de juros em um nível mínimo em todo o mundo, a dívida pública atingirá em 2020 um recorde histórico e vai ultrapassar o tamanho da economia global, enquanto o déficit dos Estados deve ser cinco vezes maior do que o que era calculado para o ano antes da pandemia.

A crise de saúde e o confinamento para conter um vírus, para o qual não existe vacina, demandaram uma “imensa resposta fiscal”, próxima dos 11 trilhões de dólares para ajudar as famílias e impedir a falência de empresas.

“Mas as políticas de resposta contribuíram para que a dívida global alcance o nível máximo na história e supere 100% do PIB global”, destacam os especialistas do FMI.

E ambos alertam: “Ainda não estamos fora de perigo”.

A instituição multilateral com sede em Washington, que historicamente defende os cortes dos gastos públicos, está em uma posição pouco habitual de pedir aos governos para dar liquidez à economia e, ao mesmo tempo, advertir sobre os obstáculos que restam pelo caminho, especialmente se acontecer uma segunda onda de contágios.

“Embora a trajetória da dívida possa continuar aumentando (…) uma redução da presença fiscal mais cedo do que o justificado representa um risco ainda maior para a recuperação, com custos fiscais mais elevados no futuro”, acrescentam os economistas.

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