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“Fintechs e insurtechs não são concorrentes, mas podem ser a solução para vários de nossos produtos”, diz o presidente do Bradesco


No programa MOEDA FORTE desta semana, Carlos Sambrana, diretor de redação da ISTOÉ DINHEIRO, recebe Octavio de Lazari Junior, presidente do Bradesco. O executivo tem a missão de preservar a tradição, liderar em um mercado que atravessa profundas mudanças e fazer com que um dos maiores bancos do País seja também percebido como uma instituição financeira digital.

A tarefa de Lazari Junior não será simples, mas ele tem a seu favor mais de 40 anos de experiência no mercado financeiro e a força de um banco que conta com R$ 1,3 trilhão em ativos e R$ 2 trilhões sob administração. Nesta entrevista, ele conta para onde vai o banco que possui quase 28 milhões de correntistas e mais de 4,7 mil agências espalhadas pelo Brasil.

Neste terceiro bloco (acima), ele fala sobre inovação e a criação do inovaBra Lab, que já conta com mais de 40 empresas incubadas. “A entrada das fintechs e insurtechs é um processo natural que vai acontecer e temos que vê-las como parceiras”, diz. O executivo também comenta a criação do banco Next, que já tem 100 mil clientes. “O Next é o único banco brasileiro 100% digital. Tudo é feito pelo celular”, afirma.

BLOCO 2

Lazari Junior fala sobre o cenário econômico no Brasil. De acordo com o executivo, a inadimplência no País ainda é muito alta e encarece o crédito. Além disso, segundo Lazari Junior, existem muitos custos embutidos no spread bancário. “A taxa de juros do cheque especial vai cair a partir do momento que o País começar a crescer, a inadimplência cair e o emprego aumentar”, afirma. O presidente do Bradesco também destaca que todo mundo está muito consciente que o Brasil não pode mais continuar como está. “A mãe de todas as reformas, a da Previdência, é absolutamente necessária”, diz.

BLOCO 1

O executivo explica que os bons resultados do banco só foram possíveis por que ocorreu um ajuste muito profundo com redução de despesas, o crédito melhorou e a inadimplência diminuiu. “Todas as áreas do banco fizeram a lição de casa”, diz. O executivo também destaca que houve uma redução muito grande de investimentos no País, porém, alguns setores, como o imobiliário, já começam a dar sinais de recuperação. “Nos últimos três meses batemos recordes consecutivos de desembolso de crédito imobiliário”, afirma.