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Finanças pessoais: o brasileiro está vivendo no limite

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Carol Stange é empreendedora, educadora e planejadora financeira pessoal, certificada como especialista em investimentos. Mentora indivíduos e famílias sobre organização e planejamento financeiro há mais de 15 anos (Crédito: Divulgação)

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban), em conjunto com o Banco Central, comprovou um dado já velho conhecido de quem está constantemente em contato com o grande público e suas finanças: o brasileiro está vivendo no limite. A constatação é do Índice de Saúde Financeira do Brasileiro (I-SFB), criado pela instituição e divulgado nesta semana.

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O índice é resultado da análise de um grande banco de dados sobre as finanças do brasileiro e mede a saúde e o bem-estar financeiros dos indivíduos com base em cinco conceitos de saúde financeira:

– Ser capaz de cumprir as obrigações financeiras correntes;



– Ser capaz de tomar boas decisões financeiras;

– Ter disciplina e autocontrole para cumprir objetivos;

– Sentir-se seguro quanto ao futuro financeiro;

– Ter liberdade de fazer escolhas que permitam aproveitar a vida.

Em uma escala de 0 a 100 pontos – onde as faixas de saúde financeira se dividem em: ruim, muito baixa, baixa, ok, boa, muito boa e ótima –, a média brasileira foi de 57 pontos. A maioria dos entrevistados (48,3%) ficou entre as faixas “baixa” (primeiros sinais de desequilíbrio e risco de entrar em alto estresse financeiro) e “ruim” (círculo de fragilidade, estresse e desorganização financeira).

Metade da população em risco

Isso significa que quase a metade da população corre o risco de atingir uma situação financeira crítica: ter um pé no endividamento crônico e o outro, na falta de controle financeiro. Vale acrescentar que outros 10,1% ficaram na faixa “ok”, em que o equilíbrio financeiro está no limite, com pouco espaço para erro.

Ao analisar os dados da pesquisa é possível materializar o cidadão comum que se sente abandonado, já que, por estar no limbo da economia, não desperta a atenção dos que podem socorrer os endividados. Muito menos ainda faz brilhar os olhos dos que querem vender investimentos.

São pessoas que lutam por uma vida financeira estruturada, que “ralam” para fechar o mês no azul e que encaram a construção de sua reserva financeira como seu grande desafio de vida para se proteger dos imprevistos e não estruturar uma carteira de ações deep value, que investe em empresas extremamente depreciadas e negociadas abaixo dos seus valores de liquidação com a expectativa de ter lucro no futuro.

Ainda segundo os dados do índice, seis em cada dez brasileiros consideram que a maneira como cuidam das suas finanças não lhes permite aproveitar a vida. Outros tantos convivem com estresse financeiro diário, brigas familiares e o eterno jeitinho para fechar o mês equilibrando receitas e despesas.

Só esses motivos já seriam suficientes para que alguém decida colocar um ponto final na incerteza financeira e recomeçar sua jornada como protagonista de uma rotina sem dívidas e problemas financeiros. E para chegarmos lá, sinto muito pela verdade, mas saúde financeira é fundamental.

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