Fiesp prepara invasão de sapos contra os juros altos

Na terça-feira 13, dezenas de entidades do setor produtivo estarão juntas, na Avenida Paulista, para defender a redução das taxas cobradas pelos bancos

Fiesp prepara invasão de sapos contra os juros altos

Sai o pato, entra o sapo. A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) lançará na terça-feira 13, em sua sede, na avenida Paulista 1313, uma campanha contra os juros altos cobrados de consumidores e empresas. O ato, que reunirá dezenas de entidades, será realizado às 10 horas da manhã. Logo cedo, sapos infláveis gigantes vão invadir o principal corredor financeiro da cidade e, no domingo 18, dezenas de ciclistas reforçarão a mensagem à população.

A DINHEIRO teve acesso com exclusividade aos detalhes da nova cruzada do setor industrial. Após defender durante anos a queda dos juros básicos (Selic) pelo Banco Central, a Fiesp decidiu cobrar dos bancos a redução das taxas cobradas dos clientes. O slogan da campanha é “Diga não aos juros mais altos do mundo”, com a hashtag #ChegadeEngolirSapo.

Embora a Selic esteja em 6,75% ao ano, o menor patamar da história, a taxa média cobrada de pessoas físicas e jurídicas é de 32,2% ao ano. O percentual inclui as linhas direcionadas, que têm juros subsidiados. Se forem considerados apenas os recursos livres, o juro médio anual é de 53%, o que garante aos brasileiros o incômodo título de maiores pagadores de juros do mundo.

Na terça-feira 13, dois sapos infláveis de cinco metros, um de três metros e dois de dois metros serão colocados ao longo da Avenida Paulista, considerada o cartão-postal de São Paulo e o principal corredor financeiro da cidade. A população também observará carros adesivados circulando pela via e faixas nos cruzamentos. Além disso, balões e sapos menores serão distribuídos nas portas das cerca de 40 agências bancárias da avenida.

No domingo 18, cerca de 150 ciclistas vão pedalar pelas ciclovias da região com anfíbios de plásticos na cabeça para chamar a atenção dos paulistanos. Os panfletos que serão distribuídos durante a campanha explicam o estrago que os juros altos causam no bolso das pessoas e das empresas, e destacam o sucesso da luta anterior contra a alta de impostos. Em 2015, a Fiesp utilizou um pato para impedir a recriação da CPMF, com a hashtag #NãoVouPagaroPato.

A edição 1.060 da DINHEIRO, que chega às bancas no sábado 10, traz mais detalhes sobre a campanha da Fiesp, uma entrevista com o presidente da entidade, Paulo Skaf, a posição do Banco Central e da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e um debate sobre o que precisa ser feito para que os juros finalmente caiam nas linhas de consumo e investimento. A reportagem também poderá ser lida nos tablets e no site.

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Sobre o autor

Luís Artur Nogueira é jornalista, economista e palestrante. Está no mercado há mais de 20 anos


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