Economia

Fed é partidário a aumentar taxas de juros em março

O Federal Reserve (Fed, banco central americano) é partidário a aumentar suas taxas de juros de referência em sua próxima reunião em meados de março, afirmou nesta quarta-feira (26) seu presidente, Jerome Powell.

“Diria que o comitê é partidário de aumentar as taxas (…) na reunião de março, supondo que as condições sejam apropriadas para fazê-lo”, disse Powell durante coletiva de imprensa que se seguiu à reunião de dois dias do comitê monetário do organismo.



O Fed manteve nesta quarta-feira em zero suas taxas de juros.

Em comunicado prévio às declarações de Powell, o Fed explicou que “com a inflação muito acima de 2% e um mercado de trabalho forte, o comitê (monetário) considera que em breve será apropriado elevar o nível das taxas” de referência. Powell se encarregou de detalhar os prazos para o aumento.

Wall Street, que reagiu com alta ao texto posterior à reunião, voltou a operar no vermelho após a coletiva.

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Os encarregados do Fed destacaram, ainda, que vão encerrar “no começo de março” suas compras mensais de ativos com os quais injetaram dinheiro na economia. Terminar com estas compras de bônus do Tesouro e títulos em geral é condição para aumentar as taxas.

As taxas de juros de referência foram cortadas em março de 2020 para enfrentar a pandemia de covid-19, sustentando o consumo e o investimento.

Agora, o objetivo do organismo ao elevar suas taxas de juros é incidir nos preços, freando a demanda. Taxas mais altas encarecem o crédito a pessoas físicas e jurídicas.

O Fed também notou uma redução dos problemas de abastecimento, o que deveria melhorar a oferta de bens e materiais e contribuir para frear a inflação.

Os preços subiram 7% em 2021, sua alta mais expressiva desde 1982.

Powell não excluiu, no entanto, a possibilidade de que a inflação perdure ou de aumentos maiores dos preços.

“Há um risco de que a inflação alta se prolongue; há um risco de que aumente mais rapidamente”, ressaltou.

– Emprego mais forte –

O mercado de trabalho está “muito, muito sólido e minha sensação profunda é que podemos aumentar as taxas sem prejudicá-lo gravemente”, declarou o presidente do Fed.

“Os indicadores da atividade econômica e emprego continuam se fortalecendo”, comentou o Fed em seu comunicado. Os setores mais afetados pela pandemia, entre eles o de serviços, “melhoraram nos últimos meses”, embora sejam afetados pelo recente aumento das infecções provocadas pela variante ômicron do coronavírus.

“O aumento do emprego tem sido sólido nos últimos meses e a taxa de desemprego caiu consideravelmente”, destacou o Fed, que tem entre seus mandatos, além de manter a inflação sob controle, favorecer o pleno emprego.