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Fadiga pandêmica: entenda os efeitos do lockdown e do isolamento

Crédito: Arquivo/Agência Brasil

A covid-19 está cobrando um alto preço emocional, gerando níveis crescentes de apatia em algumas populações, alerta a OMS (Crédito: Arquivo/Agência Brasil)

A falta de vida social e perspectivas econômicas criaram uma nova síndrome entre os jovens: o cansaço pandêmico. A covid-19 está cobrando um alto preço emocional em toda a Europa, gerando níveis crescentes de apatia em algumas populações, alerta a OMS (Organização Mundial da Saúde). Uma pesquisa recente da organização estima que essa “fadiga da pandemia” chega a 60% da população em alguns grupos.

A Organização Mundial da Saúde está alertando os governos para combater os fatores que levam a esse novo tipo de fadiga.

+ OMS alerta que Europa continua ‘vulnerável’ apesar da redução de casos

Este cansaço que a OMS chama de “fadiga pandêmica” é definido como “sofrimento que pode resultar em desmotivação para seguir os comportamentos de proteção recomendados, emergindo gradualmente ao longo do tempo e afetado por uma série de emoções, experiências e percepções.



Estado depressivo, ansiedade, distúrbios do sono …

Se a Organização Mundial está preocupada é porque esse estado de cansaço pode levar gradativamente à rejeição das políticas de prevenção e das medidas de barreira. Também em seu boletim epidemiológico, Public Health France já observa que “a adoção sistemática de todas as medidas relacionadas com a limitação da interação social” está em declínio.

Para lutar contra esta nova síndrome, a OMS propõe uma lista de ações concretas a serem postas em prática para motivar as populações e, em particular, os jovens, entre as quais:

  • Entre em contato com grupos sociais e peça que encontrem maneiras criativas de motivar as pessoas;
  • Compreender as pessoas fazendo regularmente pesquisas de opinião e reconhecendo suas dificuldades;
  • Envolver as comunidades em debates e decisões;
  • Permitir que as pessoas vivam suas vidas, mas reduzindo riscos e procurando maneiras inovadoras de atender às necessidades contínuas da sociedade — por exemplo, estimulando reuniões virtuais e entregando refeições para pessoas vulneráveis.

O Reino Unido faz sua própria pesquisa regular com cerca de 2.200 adultos sobre a covid-19 e comportamentos sociais.

Os dados mais recentes indicam que:

  • Quase nove em cada 10 adultos na Grã-Bretanha afirmam ter informações suficientes sobre como se proteger contra a covid-19, número semelhante a junho;
  • Oito em cada dez pessoas que se encontraram com outras disseram que frequentemente ou sempre mantiveram o distanciamento social, como em julho;
  • Mais de nove em cada 10 adultos dizem que usam algum tipo de cobertura para o rosto para retardar a propagação do coronavírus — novamente, semelhante a julho.

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