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Estudo do Facebook considera Instagram prejudicial para jovens, diz Wall Street Journal

Crédito: Reprodução/Pixabay

Uma pesquisa de 2020 mostra que 32% das meninas questionadas assume que, quando se sentem mal com os seus corpos, o Instagram as fizeram se sentirem piores. (Crédito: Reprodução/Pixabay)

A empresa de Zuckerberg teria conduzido vários estudos para perceber o impacto que as redes sociais, e especificamente o Instagram, têm sobre os adolescentes. Segundo o Wall Street Journal a informação apurada é que o Instagram contribui para aumentar os níveis de ansiedade e depressão entre as mais jovens.

Um estudo de 2019 assume que “pioramos os temas de imagem do próprio corpo para uma em cada três adolescentes” e que uma pesquisa de 2020 mostra que 32% das meninas questionadas assume que, quando se sentem mal com os seus corpos, o Instagram as fizeram se sentirem piores.

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As conclusões dos estudos terão sido mantidas secretas para, segundo vários ativistas e políticos, colocar o lucro das empresas à frente de tudo o resto. O Instagram já reagiu apontando que a notícia do WSJ se foca “num conjunto limitado de conclusões e o coloca sob uma perspetiva negativa” e realçando que o tema é bastante mais complexo.



“Conduzimos vários estudos sobre bullying, suicídio, danos autoinfligidos e distúrbios alimentares para ajudar a tornar o Instagram um local seguro e de apoio para todos”, respondeu a empresa em comunicado citado pela BBC, assumindo o compromisso de ser mais transparente no futuro.

No Reino Unido, várias organizações de defesa de menores e membros do Parlamento reagiram dizendo que a opção de manter os estudos longe do olhar do público evidenciam que o grupo Facebook coloca o lucro acima de tudo e não está interessado em proteger a saúde dos usuários.

Jonathan Haidt, um psicólogo da Universidade de Nova Iorque, conta que já se debateu este tema com Zuckerberg no passado e que o executivo tinha interesse em perceber o efeito das redes sociais na saúde mental. O especialista diz que “ele estava interessado, mas acredita que as pesquisas são ambíguas e não apontam para perigos (…) Só agora é que descobrimos que tinham as suas próprias investigações e que sugerem perigo para os usuarios”.

O clínico aponta ainda que são necessárias transformações profundas para se conseguir minimizar este perigo: “a plataforma encoraja as crianças a publicarem fotos de si mesmas, para serem escrutinadas por outros, incluindo desconhecidos (…) Se este é o modelo de negócio, não há forma de o corrigir”.

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