Ciência

Facebook descarta incentivar divisões entre seus usuários

Facebook descarta incentivar divisões entre seus usuários

(ARQUIVO)Imagem de 25 de março de 2020 exibe logotipo do Facebook App em um smartphone em Arlington, Virgínia - AFP/Arquivos

O Facebook se defendeu nesta quarta-feira (27) de um informe que assegura ter arquivado pesquisas internas segundo as quais a rede incentiva a divisão entre pessoas ao invés de uni-las.

Os algoritmos da rede social têm como objetivo que os usuários passem mais tempo no site.

Mas, “exploram a atração do cérebro humano pelas divisões”, indicou um slide de uma apresentação feita em 2018 por uma equipe de pesquisas do Facebook, segundo o informe, publicado no Wall Street Journal.

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O artigo a advertiu que se deixada sem controle, a rede social daria aos usuários “mais e mais conteúdo que tende a dividir em um esforço por ganhar a atenção dos usuários e aumentar seu tempo na plataforma”.

O diretor do Facebook, Mark Zuckerberg, e outros executivos deixaram de lado a pesquisa porque consideravam este problema paternalista demais ou que resultaria em mudanças que irritariam os usuários politicamente conservadores, informou a publicação.

O vice-presidente de integridade da companhia, Guy Rosen, criticou a informação e disse que o jornal “ignorou voluntariamente os fatos críticos que socavaram sua narrativa”.

“Como resultado, os leitores ficaram com a impressão de que estamos ignorando um tema no qual, de fato, investimos muito”, acrescentou.

O informe também citou um estudo de 2016 do Facebook, que mostrou que entre grupos com afinidade política alemães, “64% de todos os grupos extremistas que se unem, o fazem através de nossas ferramentas de recomendação”.

“Nossos sistemas de recomendação fazem aumentar o problema”, dizia o informe.

Durante anos, o Facebook tem sido alvo de críticas por permitir o florescimento do ódio na rede, sendo os posts que atiçam divisões durante a pandemia do novo coronavírus o exemplo mais recente de uma enxurrada de enfrentamentos online.

Rosen reforçou que a rede social toma medidas regularmente no combate à desinformação, o assédio, as ameaças e outros comportamentos abusivos, inclusive às custas dos ganhos da empresa.

“Este trabalho nunca estará completo porque no fim do dia, o discurso online é uma extensão da sociedade e a nossa está altamente polarizada”.

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