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Extrema-direita quer arrebatar redutos da esquerda nas eleições regionais da Itália

Extrema-direita quer arrebatar redutos da esquerda nas eleições regionais da Itália

Homem de máscara e luvas vota em Roma, em 20 de setembro de 2020 - AFP

A extrema-direita italiana espera conquistar regiões governadas atualmente pela esquerda, incluindo a Toscana, joia “vermelha” durante meio século, uma perda que afetaria a credibilidade do governo.

A votação começou no domingo e termina nesta segunda-feira. O procedimento segue um rígido protocolo de segurança devido ao aumento de casos de coronavírus no país nas últimas sete semanas.

Seis regiões – quatro governadas pela esquerda (Toscana, Campania, Apúlia e Marche) e duas pela direita (Ligúria e Veneto) – escolhem seus presidentes.

O governo do primeiro-ministro Giuseppe Conte, que deve apresentar em Bruxelas o plano nacional de recuperação da pandemia, sobreviverá independente dos resultados das eleições, que serão divulgados à noite.

A Itália é governada por uma coalizão formada há um ano entre o Movimento 5 Estrelas (M5S, antissistema) e o Partido Democrata (PD, centro-esquerda).

Contra a coalizão de governo há uma frente de centro-direita e de extrema-direita com candidatos únicos e possibilidades de triunfar em regiões administradas pela esquerda.

Um cenário catastrófico para o governo seria a vitória da direita em três das quatro regiões atualmente sob poder da esquerda (Campania parece fora de perigo). A direita já administra 13 regiões italianas e a esquerda seis.

As eleições regionais podem mudar consideravelmente o panorama político do país.

A Toscana é muito cobiçada, tanto pelo presidente da Liga (extrema-direita) Matteo Salvini como pelo ex-chefe de Governo Matteo Renzi (pelo Partido Democrata), que tenta ressuscitar politicamente há um ano com seu novo partido Itália Viva.

Susanna Ceccardi, uma eurodeputada da Liga de 33 anos, foi a escolhida para tentar superar a esquerda na região.

Renzi impôs como candidato Eugenio Giani (PD/Itália Viva), que também enfrenta uma candidatura isolada do M5S.

Uma derrota na Toscana, uma região conhecida por seu bom funcionamento e até agora pouco inclinada ao populismo, também afetaria Nicola Zingaretti, presidente do Partido Democrata, afirmam os analistas.

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