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Extraterrestres ou apenas um rochedo? A descoberta lunar que está intrigando os cientistas

Crédito: Reprodução/NASA

Descrito como uma espécie de “cabine alienígena”, o objeto captado pelo rover destaca-se na linha do horizonte pela sua forma estranhamente geométrica. (Crédito: Reprodução/NASA)

A missão chinesa Chang’e 4, que está investigando os mistérios do lado oculto da lua desde 2019, fez uma descoberta que está intrigando os cientistas. Durante as suas atividades de exploração na cratera Von Kármán, na bacia de Aitken, no polo sul da Lua, o rover Yutu 2 conseguiu captar uma imagem de um curioso objeto no horizonte.

Descrito como uma espécie de “cabine alienígena”, o objeto captado pelo rover destaca-se na linha do horizonte pela sua forma estranhamente geométrica. Note-se que, devido à pixelização da própria imagem, a forma torna-se ainda mais difícil de discernir.



Como indica o website chinês Our Space, afiliado à agência espacial chinesa (CNSA, na sigla em inglês, perante a descoberta, a equipe responsável pelo rover o comandou para se dirigir até ao local para ver o que se passa. Uma vez que o objeto se encontra a uma distância de cerca de 80 metros do local onde o Yutu 2 está, estima-se que o rover demore entre dois a três meses para alcança-lo.

O objeto deixa mais dúvidas do que certezas. Porém, tal como explica Andrew Jones, correspondente da SpaceNews dedicado à cobertura do programa espacial chinês, no Twitter, há uma possibilidade do objeto ser apenas um rochedo de grandes dimensões, cuja origem pode estar relacionada com impactos anteriores.

Recorde-se que, ainda em setembro de 2019, o rover Yutu 2 também fez uma outra descoberta que deixou os pesquisadores intrigados. Um conjunto de imagens recolhidas revelou a existência de uma substância gelatinosa de cor estranha numa pequena cratera situada no lado mais negro da Lua.

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Já em julho de 2020, uma análise mais profunda apresentou uma possível resposta à descoberta. De acordo com um estudo levado a cabo por pesquisadores da Chinese Academy of Sciences, a substância identificada é o resultado do derretimento de rochas devido ao impacto de meteoritos ou de erupções vulcânicas. Porém, os cientistas indicaram que as conclusões do seu estudo não eram definitivas, uma vez que a análise teve algumas limitações.