Agronegócio

Exportação argentina de carne bovina cai 35% em maio, após restrições

São Paulo, 11 – Levantamento feito pela Câmara da Indústria e Comércio de Carnes (Ciccra) da Argentina mostrou que as exportações de carne bovina caíram cerca 35%, no mês de maio, após restrições impostas pelo governo argentino de proibir as exportações do país por 30 dias.

O relatório aponta que em maio foram exportadas 45,2 mil toneladas de carne bovina com osso. Um recuo de 35% (24,3 mil toneladas), se comparada com o mês de abril, quando foram transportadas 69,5 mil toneladas.

Em abril, as exportações geraram receita de US$ 203,7 milhões, com preço médio de US$ 2.931 a tonelada. Considerando essa média, as exportações de 45,2 mil toneladas em maio, foram vendidas por cerca de US$ 132,4 milhões de dólares. Com isso, houve um recuo de US$ 71,3 milhões dólares nas receitas.

Segundo a entidade, a decisão do governo nacional teve um impacto moderado no abate de gado. No total, foram abatidas 964,3 mil cabeças de gado, ou seja, quase 10% a menos que em abril, corrigindo para o número de dias úteis. Em relação a maio de 2020, a jornada de trabalho também diminuiu 15,8%. “A falta de vendas para o exterior, quebrou o ritmo de um desempenho muito bom que havia sido visto até abril”, apontou.

O cancelamento das exportações de carne bovina não teve os resultados esperados pelas autoridades, apesar dos avisos que foram feitos pela instituição junto aos setores produtivo e industrial, de que a medida não iria reduzir o preço da carne no balcão, mas aumentaria, aponta o relatório. Em maio, o preço da carne subiu 6,1% em relação ao mês anterior, aponta.

Segundo a Ciccra, o cancelamento das exportações trouxe apenas “perda de horas trabalhadas, já que a maioria dos estabelecimentos antecipou férias, suspendeu horas extras e encerrou contratos com funcionários”.

Com isso, o nível de atividade da indústria de carne bovina no mês de 2021 foi um dos mais baixos dos últimos 42 anos, de acordo com a câmara. Somente em maio de 2010, 1998 e 2011 foram abatidos menos cabeças do que em maio deste ano. A instituição lembrou ainda, que a indústria de carne no país é responsável por 422,3 mil empregos diretos.

O governo do presidente Alberto Fernández, da Argentina, decidiu suspender por 30 dias toda a exportação de carne bovina do país, numa tentativa de reduzir os preços elevados do produto no país e conter a inflação. A medida passou a valer em 20 de maio.

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