Economia

EX-CEO da Cisco, John Chambers acredita que danos do coronavírus ainda são iniciais

Crédito: CITIZENSIDE/VINCENT JAROUSSEAU

Bola de cristal: Chambers é conhecido pela incrível capacidade de antecipar tendências na área de tecnologia (Crédito: CITIZENSIDE/VINCENT JAROUSSEAU)

Ex-CEO da Cisco e agora consultor de risco de grandes empresas nos Estados Unidos, John Chambers está pessimista com os efeitos do coronavírus no mundo. Em sua visão, somente fintechs bem estruturadas e imersas em boas práticas tecnológicas vão sobreviver e sair fortes dos próximos nove meses de crise econômica.

Em entrevista ao MarketWatch, Chambers disse que uma recuperação completa do mercado não deve acontecer até o início de 2021. “As empresas estão ficando sem dinheiro. O próximo trimestre será feio”, apontou.

+ ‘Temos de esquecer o que planejamos. O mercado que prevíamos é passado’, diz presidente da VW
+ EUA negocia fase 4 de pacote fiscal contra coronavírus, diz Trump
+ EUA diz que não dificultaram envio de insumos para o Brasil

O executivo acredita que a receita das empresas vai cair pela metade e “apenas as startups mais fortes sobreviverão”. A pandemia, prossegue ele, atinge três eixos importantes para os países, que são a economia, o sistema de saúde e a cadeia global de suprimentos, com as indústrias de viagens e companhias aéreas se recuperando mais lentamente do que instituições financeiras e de varejo.

Chambers, que está com 70 anos, liderou a Cisco Systems como executivo-chefe por anos até 2015 e agora presta consultoria à 18 startups nos Estados Unidos. Ele defende que a crise é uma abertura para empresas inovadoras e ousadas.

“Para muitos, será como uma segunda chance de fazer uma oferta pública inicial (IPO, em inglês)”, avalia ele, citando os caminhos que a Cisco adotou em 2001, 2005 e 2008-09 para fortalecer os negócios.

Quando assumiu a empresa de tecnologia, em 1992, a Cisco saiu de US$ 1,2 bilhão em receita para US$ 47 bilhões em 2015, quando assumiu por dois anos o cargo de presidente executivo.

Com a gripe aviária de 2005, a Cisco desenvolveu o “TelePresence”, um dos primeiros programas de videoconferência para reuniões à distância no mundo.

Chambers defende a adoção de big data, inteligência artificial, o uso de tecnologia 5G e computação de ponta para as empresas e cita marcas como a rede de fast food Shake Shack, o aplicativo de chamadas online Zoom e a Delta Air Lines como exemplos de bons investimentos em tecnologia.

“É hora de reinventar ou ser deixado para trás. E lembre-se, grandes empresas de tecnologia surgiram durante a crise econômica”, ponderou.

Para ele, a crise de 2005 é mínima quando comparada ao coronavírus e o atual cenário momento vai forçar muitas empresas a “usarem esse momento para fazer a transição para o digital”. Ele passou o último ano insistindo para que as grandes empresas globais, que integram a Fortune 500, se refizessem como operações digitais, ou acabariam enfrentando a extinção.

O coronavírus, avalia Chambers, só aumentou a necessidade do digital e acelerou os danos para muitas empresas.

Veja também

+ Quarta parcela do auxílio sai hoje (14) para os nascidos em agosto

+ Cunhado de Maradona morre de Covid-19 na Argentina

+ Nazistas ou extraterrestres? Usuário do Google Earth vê grande ‘navio de gelo’ na costa da Antártida

+ Avaliação: Chevrolet S10 2021 evoluiu mais do que parece

+ Grosseria de jurados do MasterChef Brasil é alvo de críticas

+ Carol Nakamura anuncia terceira prótese: ‘Senti falta de seios maiores’

+ Ex-Ken humano, Jéssica Alves exibe visual e web critica: ‘Tá deformada’

+ Cozinheira desiste do Top Chef no 3º episódio e choca jurados

+ Governo estuda estender socorro até o fim de 2020

+ Pragas, pestes, epidemias e pandemias na arte contemporânea

+ Tubarão-martelo morde foil de Michel Bourez no Tahiti. VÍDEO

+ Arrotar muito pode ser algum problema de saúde?