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Europeus protestam contra restrições por pandemia, que podem durar meses

Crédito: AFP

Manifestação para exigir o levantamento das medidas de restrição em Estrasburgo, no leste da França, em 15 de novembro de 2020 - AFP (Crédito: AFP)

Vários países europeus foram palco de manifestações neste final de semana contra as restrições impostas por causa da pandemia – medidas que podem durar meses – segundo as autoridades alemãs, enquanto o vírus continua a se espalhar pelo planeta, com mais de um milhão de casos no México.

A pandemia causou ao menos 1.313.471 mortes desde o surgimento do vírus em dezembro do último ano, na China, e mais de 54 milhões de pessoas contraíram a doença, de acordo com um balanço estabelecido pela AFP neste domingo, com base em fontes oficiais.

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Nas últimas 24 horas, foram registrados 9.246 novos óbitos e quase 608.000 casos.

A Europa – com quase 335.000 mortes no total e mais de 14,4 milhões de casos – é a região onde o vírus avança mais rapidamente. Para impedir que a doença se alastre, as autoridades não param de impor novas restrições e preparam a população para medidas que podem durar um tempo maior.

Na Alemanha, onde um confinamento parcial está em vigor há duas semanas, o ministro da Economia, Peter Altmaier, alertou neste domingo que as restrições podem durar ao menos mais quatro ou cinco meses.

Desde que bares, restaurantes, academias e outros locais de entretenimento foram fechados no início de novembro, o número de novos casos diários tem diminuído, mas continua alto, com um recorde de mais de 23.000 novos casos registrados na sexta-feira.

“Teremos de conviver com precauções e restrições consideráveis pelo menos nos próximos quatro ou cinco meses”, ressaltou Altmaier.

– Protestos –

Mas depois de meses de restrições, interrompidas apenas durante o verão (inverno no Brasil), o cansaço das pessoas está aumentando, e alguns têm ido às ruas para protestar.

Na Alemanha, onde há semanas a população se manifesta contra as restrições, centenas de pessoas marcharam novamente em Frankfurt e em outras cidades no sábado. A polícia usou jatos d’água para dispersar alguns manifestantes.

E, em Portugal, onde o toque de recolher noturno já está em vigor e, a partir de agora, também se estabelece um toque de recolher aos finais de semana para 70% da população, cerca de 500 pessoas desafiaram as proibições ao realizar uma “marcha pela liberdade” em Lisboa.

Do outro lado do Atlântico, o vírus continua avançando.

Os Estados Unidos são de longe o país com o maior luto pela pandemia, com 245.614 mortes e mais de 10,9 milhões de casos, com números que continuam a ultrapassar as 1.000 mortes diárias, sem sinais de que a situação esteja melhorando. Há poucos dias, o país ultrapassou o trágico limiar dos 200.000 casos em um dia.

Nova York, a cidade americana mais afetada durante a primavera, e que já registra mais de 23.000 mortes, parece não estar disposta a viver aquele pesadelo novamente. O prefeito Bill de Blasio, que reabriu escolas públicas no final de setembro seguindo um modelo semipresencial, pediu aos pais dos alunos que se “preparassem” para o fechamento na segunda-feira.

A América Latina e o Caribe registra mais de 423.000 mortes e cerca de 12 milhões de pessoas infectadas.

– Um milhão de casos no México –

No sábado, o México ultrapassou o marco de um milhão de casos confirmados, e o número de mortes se aproxima dos 100 mil.

Com 128,8 milhões de habitantes, o México é o quarto lugar mais vítimas fatais, atrás somente de Estados Unidos, Brasil e Índia, segundo balanço da AFP.

“A epidemia está muito ativa, visto pelos surtos, tanto oficiais quanto aqueles registrados por clínicos no atendimento ao paciente (…). Provavelmente ainda nos falte ver o pior”, relatou à AFP Alejandro Macías, ex-comissário nacional de combate à pandemia de influenza A H1N1, em 2009.

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