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Europa quer limitar a velocidade dos carros até 2022

Segundo a nova legislação, os veículos deverão vir de fábrica com sensores inteligentes (ISA, na sigla em inglês) que serão acionados automaticamente quando a velocidade estiver acima do limite permitido

Europa quer limitar a velocidade dos carros até 2022

Os carros novos vendidos na Europa a partir de 2022 terão que ser equipados com sistemas que limitem a sua velocidade, determinou uma lei aprovada pela União Europeia nesta quarta-feira (27). Segundo a nova legislação, os veículos deverão vir de fábrica com sensores inteligentes (ISA, na sigla em inglês) que serão acionados automaticamente quando a velocidade estiver acima do limite permitido.

Algumas montadoras já oferecem o sistema, que funciona com o cruzamento de dados entre GPS e câmeras instaladas no veículo. O sistema de geoposicionamento vai  identificar qual o limite de velocidade da estrada e comparar com a do veículo. Já as câmeras instaladas na parte dianteira irão “filmar” as placas de sinalização e analisarão se o carro está dentro do limite. Se o carro estiver acima do permitido, a tecnologia irá gradativamente diminuir a potência do motor sem precisar acionar o sistema de freios. O ISA pode ser suspenso momentaneamente, como durante uma ultrapassagem, com o motorista pressionando o pedal do acelerador.

A comissária da União Europeia, Elżbieta Bieńkowska, disse em comunicado que 25 mil pessoas são mortas a cada ano nas estradas europeias, sendo a maioria dos acidentes sendo causados ​​por erro humano. A União Europeia ainda estima que a medida pode ajudar a evitar 140 mil ferimentos graves até 2038 e, em última análise, reduzir o número de mortos a zero até 2050.

“Com os novos recursos podemos ter o mesmo tipo de impacto de quando os cintos de segurança foram introduzidos pela primeira vez”, disse a comissária.

Críticos do modelo afirmam quem a obrigatoriedade pode ter efeito reverso, fazendo com que os motoristas fiquem menos atentos ao trânsito, e, consequentemente, causem mais acidentes. A Associação de Fabricantes Automotivos da Europa (ACEA, na sigla em inglês) também disse que a falta de um limite de velocidade padronizado nas estradas europeias pode se tornar um obstáculo para a medida.