Economia

Europa pode ter que misturar vacinas contra Covid-19 devido a crise da AstraZeneca

Europa pode ter que misturar vacinas contra Covid-19 devido a crise da AstraZeneca

Profissional de saúde prepara dose de vacina da AstraZeneca contra Covid-19 em centro de vacinação em Ronquieres, na Bélgica

Por Matthias Blamont e Gwladys Fouche e Essi Lehto

PARIS (Reuters) – Vários países da Europa estão cogitando misturar vacinas contra Covid-19 para cidadãos que receberam uma primeira dose da vacina da AstraZeneca, uma medida inédita que sublinha os desafios de governos sofrendo para lidar com novos aumentos de infecções.

Os programas de vacinação foram prejudicados por um número pequeno de relatos de que pessoas inoculadas com a vacina da AstraZeneca sofreram coágulos sanguíneos extremamente raros, o que levou alguns países de todo o mundo a suspender seu uso por cautela.

Uma autoridade graduada da Agência Europeia de Medicamentos (EMA) disse em uma entrevista publicada na terça-feira que existe uma associação entre a vacina da farmacêutica e coágulos sanguíneos cerebrais raros, mas que as causas possíveis ainda são desconhecidas.

Mais tarde, a EMA disse em um comunicado que sua análise de vacina está em andamento. A entidade divulgará uma atualização de sua investigação na tarde desta quarta-feira.

A AstraZeneca disse anteriormente que seus estudos não apontaram um risco maior de coágulos por causa da vacina. Milhões de doses do imunizante já foram aplicadas em todo o mundo.

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Embora alguns países tenham retomado o uso da vacina, alguns deles impuseram restrições de idade.

Em muitas instâncias, isto deixou as autoridades confusas a respeito ao que fazer com pessoas que receberam uma primeira dose da vacina da AstraZeneca e não estão mais habilitadas nos termos das novas leis.

Embora o número seja pequeno quando comparado ao das dezenas de milhões sendo inoculadas em toda a região, a decisão é significativa porque ela não foi examinada em testes de estágio avançado em humanos.

(Reportagem adicional de Emilio Parodi em Milão)

((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447759)) REUTERS ES

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