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Europa aumenta restrições antes do Natal e se prepara para vacinar

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A OMS pediu o uso da máscara nas celebrações natalinas e precauções extremas (Crédito: AFP)

Os membros da União Europeia (UE) começarão a vacinar contra o coronavírus “no mesmo dia” antes do fim do ano – anunciaram autoridades de Bruxelas nesta quarta-feira (16), em um momento em que vários países aumentam suas restrições devido aos surtos que podem piorar com o Natal.

O escritório europeu da Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu o uso da máscara nas celebrações natalinas e precauções extremas, porque o risco de que os números se agravem em janeiro é alto.

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Para se afastar desses números, a Europa conta os dias para começar a vacinar.



“Começaremos assim que possível a vacinação todos juntos, os 27, no mesmo dia, da mesma forma como enfrentamos juntos essa pandemia”, anunciou nesta quarta-feira a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, ao Parlamento Europeu.

Reino Unido e Estados Unidos já começaram a vacinar sua população, uma situação que deixou a Alemanha impaciente.

Por conta disso, a Agência Europeia de Medicamentos (EMA), órgão regulador para a UE, antecipou para segunda-feira, 21, sua reunião antes prevista para 29 de dezembro, na qual avaliará a aprovação da vacina desenvolvida pelos laboratórios Pfizer/BioNTech.

Em todo mundo, a pandemia deixa 1,6 milhão de mortos e 73 milhões de casos de contágio.

A Europa conta quase meio milhão de mortos e mais de 22,7 milhões de casos de covid-19. Na última semana, registrou cerca de 1,7 milhão de novos casos e 34.500 óbitos por coronavírus.

– “Não podemos baixar a guarda” –

A Alemanha, que sofre uma segunda onda da pandemia muito mais grave e incontrolável que a primeira, registrou nas últimas 24 horas 952 mortes por covid-19, um recorde, e mais de 27.000 novas infecções.

Portanto, a partir desta quarta-feira e, a princípio, até 10 de janeiro, os alemães deverão respeitar um confinamento parcial, que inclui o fechamento de escolas, comércios não essenciais e uma restrição de viagens e contatos sociais.

O lema é “vamos ficar em casa”, nas palavras da chanceler Angela Merkel e das autoridades regionais.

“A curva (de infecções) vai muito mal”, alertou a chanceler.

Em outros países europeus, a situação não é muito mais animadora. No Reino Unido, pubs, restaurantes e hotéis de Londres terão de fechar pela terceira vez este ano, e Dinamarca e Holanda decretaram grandes medidas de confinamento para as próximas semanas.

Na França, onde bares, restaurantes, cinemas, museus e outros lugares de lazer estão fechados desde o final de outubro, está em vigor desde terça um toque de recolher entre 20h e 6h locais, com a única exceção da noite de 24 de dezembro.

Na Espanha, o presidente Pedro Sánchez disse hoje que é “preocupante” o aumento dos contágios, que superaram os 10.000 ontem.

“É preciso endurecer o plano de Natal. Não tenham dúvidas de que esse governo vai propor aos governos autônomos que endureçam o plano de Natal, porque não podemos relaxar, não podemos baixar a guarda”, disse.

Um dos países europeus mais afetados pela pandemia, a Espanha registra até agora mais de 48.000 mortes por coronavírus e 1,7 milhão de casos, de acordo com dados oficiais.

– Vacinas para todos? –

País com mais mortes pela pandemia (mais de 303.000), os Estados Unidos voltaram a quebrar recordes de casos na terça-feira, com mais de 248.000 casos em 24 horas, exatamente no dia em que começou a campanha de vacinação.

O segundo com mais mortos por covid-19 é o Brasil, com mais de 182.000 óbitos, onde o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, estabeleceu como objetivo vacinar ao menos 70% da população em 16 meses, o que representa 150 milhões de pessoas.

Em toda América Latina e Caribe, a situação também é preocupante, com quase 473.000 mortos e 14,1 milhões de casos.

Segundo uma pesquisa realizada por economistas do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), os adultos jovens da América Latina têm mais riscos de morrer pela covid-19 do que seus pares em países desenvolvidos.

Mais um exemplo de que a pandemia expôs e agravou as desigualdades no mundo.

Além disso, um estudo publicado hoje concluiu que ao menos um quinto da população mundial pode não ter acesso a uma vacina contra a covid-19 até 2022, porque os países ricos já reservaram mais da metade das doses disponíveis para 2021.

Enquanto isso, a OMS confirmou que uma missão internacional de cientistas viajará para a China em janeiro, com o objetivo de determinar a origem do vírus e a maneira como começou a ser transmitido aos seres humanos. Esta informação é crucial para controlar essa pandemia e prevenir as futuras.

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