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Europa abre suas fronteiras para 15 países

Europa abre suas fronteiras para 15 países

Soldados das forças alemãs ajustam seus trajes de proteção em uma estação de teste de coronavírus instalada no antigo aeroporto militar de Guetersloh, em 30 de junho de 2020 - AFP

A União Europeia abriu suas fronteiras a turistas de 15 países, nesta terça-feira (30), enquanto a pandemia de coronavírus, que já causou mais de 505.000 mortes, continua a acelerar.

Lançada no início da crucial temporada de verão, a lista inclui Argélia, Austrália, Canadá, Geórgia, Japão, Montenegro, Marrocos, Nova Zelândia, Ruanda, Sérvia, Coreia do Sul, Tailândia, Tunísia e Uruguai, o único país da América Latina, bem como a China, mas este último sob critérios de reciprocidade.

UE pode barrar turistas de Brasil e EUA quando reabrir fronteiras (imprensa)

Os europeus definiram sua lista, que será atualizada a cada duas semanas, com base em uma série de critérios, incluindo se a situação da pandemia é semelhante, ou melhor, à da Europa.

Os Estados Unidos, onde a pandemia continua a se espalhar, foram excluídos da lista. Nas últimas 24 horas, 42.000 novos casos foram registrados no país mais atingido pela pandemia, que registra 125.000 mortes e quase 2,6 milhões de casos.

Embora o número diário de mortes continue a cair (355 nas últimas 24 horas), as infecções aumentaram particularmente nos estados maiores e mais populosos do sul e do oeste dos Estados Unidos: Califórnia, Texas e Flórida. Em muitos lugares, as praias vão fechar neste fim de semana.

A Flórida enfrenta uma “verdadeira explosão” da doença entre os jovens, reconheceu o governador Ron DeSantis.

Cerca de 10,4 milhões de pessoas foram infectadas com o novo coronavírus desde que os primeiros casos foram relatados na China em dezembro, e pelo menos 505.600 morreram, de acordo com um balanço da AFP com base em dados oficiais.

O Brasil, por exemplo, registrou a pior semana da pandemia, com 259.105 casos, e o segundo pior saldo de mortes semanais, com 7.005.

No total, o gigante sul-americano já soma 58.314 mortes e 1.368.195 casos, à frente do Reino Unido, com 43.575 mortes (311.965 casos); da Itália, com 34.744 mortes (240.436 casos); e da França, com 29.813 mortes (200.667 casos).

– Negação da realidade –

Nesta terça-feira, a alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, a chilena Michelle Bachelet, denunciou a intimidação das autoridades em muitos países, como China e Rússia, no contexto da pandemia, assim como a negação da realidade da crise em outros, como Brasil, Estados Unidos e Nicarágua.

Em países como Brasil, Burundi, Nicarágua, Tanzânia e Estados Unidos, “temo que as declarações que negam a realidade do contágio do vírus (…) intensifiquem a severidade da pandemia”.

Bachelet também criticou países como El Salvador “pela aplicação de medidas arbitrárias e excessivas” contra o coronavírus.

À medida que o mundo recupera a normalidade, os dados econômicos do terceiro trimestre estão chegando e mostram os estragos causados pelo vírus.

Segundo um estudo da Organização Internacional do Trabalho (OIT), as horas de trabalho no primeiro semestre do ano caíram 14% em relação a dezembro, o que equivale a 400 milhões de empregos em período integral.

A região mais afetada tem sido o continente americano, que perdeu 18,3% de horas, seguido da Europa e da Ásia Central, com 13,9%.

Para lidar com a crise, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, anunciou um plano de investimento público de 5 bilhões de libras (US$ 6,1 bilhões), inspirado no “New Deal” americano da década de 1930.

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