Economia

EUA vão sancionar navio russo envolvido no gasoduto Nord Stream 2, diz Berlim

EUA vão sancionar navio russo envolvido no gasoduto Nord Stream 2, diz Berlim

(Arquivo) Placa direciona para gasoduto Nord Stream 2 na Alemanha - AFP/Arquivos

Um navio russo encarregado de instalar tubulações para concluir a construção do polêmico gasoduto Nord Stream 2 entre a Rússia e a Alemanha será sancionado pelo governo americano, disse o Ministério da Economia alemão nesta segunda-feira (18).

“Trata-se do anúncio de uma sanção a um navio russo”, disse um porta-voz do ministério à AFP, garantindo que o governo alemão “lamentou” o anúncio. Desta forma, o porta-voz confirmou uma informação publicada no jornal Handelsblatt de que Washington oficializará a decisão na terça-feira.

Nos últimos meses, o governo de Donald Trump ameaçou repetidamente as empresas participantes deste projeto estratégico, financiado pela gigante russa Gazprom e por empresas europeias.

Segundo o Handelsblatt, os Estados Unidos informaram a Alemanha e vários países europeus que iriam agir contra o navio “Fortuna”, da empresa russa KVT-RUS e encarregado de colocar as tubulações.



O “Fortuna” retomou em dezembro as obras, que estavam suspensas há um ano, para lançar um trecho de duto de 2,6 km em águas alemãs.

O Nord Stream 2, que estava originalmente programado para entrar em serviço no início de 2020, é um gasoduto que deve dobrar a capacidade de fornecimento de gás da Rússia em comparação com o Nord Stream 1, em operação desde 2012, e garantir a segurança do fornecimento para a Europa. oeste através do Mar Báltico.

Mas é desaprovado pelos Estados Unidos e países europeus, como a Polônia, que temem a dependência dos europeus do gás russo, que Moscou poderia usar para exercer pressão política.

O projeto associa principalmente a gigante russa Gazprom a cinco grupos europeus: a francesa Engie, as alemãs Uniper e Wintershall, a austríaca OMV e a anglo-holandesa Shell.

Embora seus 1.230 quilômetros estejam quase concluídos, o projeto foi brutalmente interrompido em dezembro de 2019, após a decisão dos Estados Unidos de sancionar as empresas envolvidas no projeto.

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