Os Estados Unidos vão pressionar todas as nações para que reduzam a dependência do carvão, disse o secretário de Estado Antony Blinken nesta segunda-feira (19). Ele alertou que “não sobrará muito do mundo” sem uma liderança mais forte de Washington na questão da mudança climática.

“Nossos diplomatas desafiarão as práticas dos países cuja ação ou inação está nos fazendo retroceder”, afirmou Blinken em um discurso antes da cúpula climática do presidente Joe Biden, no final desta semana, de acordo com trechos antecipados.

“Enquanto os países continuarem a depender do carvão para uma quantidade significativa de sua energia, ou investirem em novas fábricas de carvão, ou permitirem um desmatamento de grandes proporções, eles ouvirão os Estados Unidos e nossos parceiros sobre o quão nocivas são essas ações”, ressalta em seu texto.

O carvão é a forma mais suja de energia, mas também um tema político particularmente sensível tanto na China, o maior emissor mundial de gases de efeito estufa, quanto nos Estados Unidos.

A China, apesar de sua promessa de se tornar neutra em carbono até 2060, avançou na construção de usinas de carvão. O ex-presidente republicano Donald Trump retirou os Estados Unidos do acordo climático de Paris e se declarou um defensor dos mineiros de carvão, embora a demanda por carvão continuasse diminuindo em seu país.

No discurso em Annapolis, Maryland, Blinken disse que os Estados Unidos tomariam medidas por conta própria e que não viam o clima simplesmente “pelo prisma das ameaças”. “Se os Estados Unidos não liderarem o mundo no enfrentamento da crise climática, não sobrará muito do mundo”, declarou.