Economia

EUA podem ter “voltado” no G7, mas dúvidas de aliados sobre país permanecem

EUA podem ter “voltado” no G7, mas dúvidas de aliados sobre país permanecem

Presidente dos EUA, Joe Biden, chega para cúpula do G7 no Reino Unido

Por Humeyra Pamuk e Andrea Shalal e Robin Emmott

WASHINGTON/BRUXELAS (Reuters) – Em 2017, o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chocou os aliados ocidentais de Washington durante sua primeira viagem à Europa, repreendendo-os por não pagarem sua “porção justa” na defesa, empurrando fisicamente um primeiro-ministro e assustando outro líder com um aperto de mão em público.

Depois de quatro anos tumultuados no relacionamento transatlântico sob Trump, as palavra de seu sucessor democrata, Joe Biden, sobre amizade e a promessa de que a “América voltou” ao encontrar aliados ocidentais nesta semana e na próxima são um alívio bem-vindo.

Mas elas não bastam, dizem diplomatas e especialistas em política externa.

Biden enfrenta dúvidas persistentes sobre a confiabilidade dos EUA como parceiros. Líderes das economias avançadas do G7, da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e da União Europeia temem que o pêndulo da política norte-americana volte a oscilar e estão buscando ações concretas, e não palavras, depois do choque dos anos Trump.

“Será que isto é um interregno entre Trump 1.0 e Trump 2.0? Ninguém sabe”, disse David O’Sullivan, ex-embaixador da UE em Washington. “Acho que a maioria das pessoas é da opinião de que deveríamos aproveitar a oportunidade com este governo para fortalecer o relacionamento e torcer para que isto possa sobreviver depois das eleições de meio de mandato e de 2024”.

Líderes europeus se mostram animados em público, saudando a sobrevivência do multilateralismo –mas suas dúvidas vão além do estragos da era Trump. A política externa do governo Biden está enviando sinais confusos, marcados por alguns passos em falso e incerteza sobre áreas centrais, como a China, devido a análises demoradas, disseram ex-autoridades e fontes diplomáticas dos EUA.

“Os parceiros da América ainda estão abalados com o que aconteceu com Trump”, disse Harry Broadman, ex-autoridade norte-americana de alto escalão e diretor-gerente do Grupo de Pesquisa de Berkeley. “Mas parte das mensagens de Biden também é desarticulada.”

Só um punhado de políticas internacionais concretas emergiu depois de cinco meses, e as decisões de Biden de pressionar por cláusulas “Compre da América”, apoiar uma dispensa de direitos de propriedade intelectual de algumas vacinas na Organização Mundial do Comércio (OMC) com poucas consultas a outros membros e adotar um cronograma agressivo para a retirada das tropas do Afeganistão enervam aliados.

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