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EUA: indicada à Suprema Corte diz que não será “marionete de Trump”

Crédito: Reprodução/ Youtube

A juíza Amy Coney Barret negou que poderia ser usada por Trump caso seja confirmada na Suprema Corte dos EUA (Crédito: Reprodução/ Youtube)

A juíza Amy Coney Barret, indicada pelo presidente americano Donald Trump para uma vaga na Suprema Corte do país, afirmou nesta terça que, caso tenha a sua nominação confirmada, não será usada como uma “marionete” de Trump caso as eleições presidenciais americanas acabem na Justiça.

“Eu espero que todos tenham mais confiança na minha integridade do que em pensar que eu me permitiria ser usada como uma marionete para decidir esta eleição para o povo americano”, afirmou Barret no segundo dias de audiências no Senado sobre a sua nomeação. Ela também se recusou a prometer se declarar impedida caso tenha que decidir sobre a elição presidencial americana.

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A declaração da juíza ocorre no momento em que Trump tenta desqualificar o sistema de votação americano. O republicano afirma que as votações via correio são vulneráveis à fraudes, e pode não reconhecer o resultado do pleito caso seja derrotado. Se a ameaça for cumprida, o impasse deve ir para o Supremo americano.

A indicação de Barret é cercada de polêmicas. Ela entrará no lugar da progressista Ruth Bader Ginsburg, que morreu vítima de complicações de um câncer no pâncreas em setembro. A entrada de uma juíza conservadora deve desequilibrar o jogo de forças no tribunal, favorecendo pautas republicanas.

Pesa ainda contra a indicada o fato da pressa dos republicanos em indicar um substituto para Ginsburg. Em 2016, a maioria republicana no Congresso impediu a indicação de um novo juiz à Corte antes das eleições, tirando de Obama, e dando à Trump, a chance de escolher o novo nome.

Ultraconservadora, Barret evitou nas suas quase 12 horas de depoimento revelar as suas posições sobre alguns dos temas mais sensíveis que deverá lidar caso aprovada, como as suas posições sobre o aborto e o casamento gay.

 

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