Economia

EUA doarão 500 milhões de vacinas da Pfizer, pedem que outros façam o mesmo

Crédito: REUTERS/Phil Noble/Pool

Presidente dos EUA, Joe Biden, no aeroporto da Cornuálhia, na Inglaterra (Crédito: REUTERS/Phil Noble/Pool)

Por Steve Holland e Andrea Shalal

ST IVES, Inglaterra (Reuters) – O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, planeja comprar 500 milhões de doses da vacina contra coronavírus da Pfizer e doá-las para mais de 90 países, e ao mesmo tempo pede que as democracias do mundo façam sua parte para ajudar a acabar com a pandemia, disse a Casa Branca.

O anúncio da doação de vacinas –a maior já feita por qualquer país– chega depois de Biden se encontrar com presidentes das outras economias avançadas do G7 na Inglaterra.

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“O objetivo da doação de hoje é salvar vidas e encerrar a pandemia, e fornecerá o fundamento de ações adicionais a serem anunciadas nos próximos dias”, informou a Casa Branca.

A farmacêutica norte-americana Pfizer e sua parceria alemã BioNTech proporcionarão 200 milhões de doses em 2021 e 300 milhões na primeira metade de 2022, que os EUA então distribuirão a 92 países de renda baixa e à União Africana.

As vacinas, que serão produzidas nas instalações norte-americanas da Pfizer, serão disponibilizadas a um preço sem margem de lucro.

“Nossa parceria com o governo dos EUA ajudará a levar centenas de milhões de doses de nossa vacina aos países mais pobres do mundo o mais rapidamente possível”, disse o executivo-chefe da Pfizer, Albert Bourla.

As novas doações se somam às cerca de 80 milhões de doses que Washington já prometeu doar até o final de junho e aos 2 bilhões de dólares contingenciados para o programa Covax, liderado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Aliança Global para Vacinas e Imunização (Gavi), disse a Casa Branca.

A Gavi e a OMS saudaram a iniciativa, mas grupos de ativismo antipobreza pediram que se faça mais para aumentar a produção mundial de vacinas.

“Certamente estas 500 milhões de doses de vacina são bem-vindas, já que ajudarão mais de 250 milhões de pessoas, mas isto ainda é uma gota no oceano comparado à necessidade em todo o mundo”, disse Niko Lusiani, que comanda a unidade de vacinas da Oxfam América.

“… precisamos de uma transformação rumo a uma fabricação de vacina mais distribuída para que produtores qualificados de todo o mundo possam produzir bilhões a mais de doses de baixo custo em seus próprios termos, sem restrições de propriedade intelectual”, acrescentou ele em um comunicado.

Biden apoia uma dispensa de direitos de propriedade intelectual de algumas vacinas, mas não existe consenso internacional sobre como proceder.

(Por Steve Holland em St. Ives, Inglaterra, Andrea Shalal em Washington e Caroline Copley em Berlim)

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