Economia

EUA dizem que terão conversa ‘franca’ com China sobre fase 1 de acordo comercial

A representante comercial dos Estados Unidos, Katherine Tai, afirmou nesta segunda-feira que terá uma conversa “franca” com seu homólogo chinês sobre o cumprimento da fase 1 do acordo comercial sino-americano fechado em janeiro de 2020.



Durante um evento realizado pelo Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, em Washington, a autoridade americana disse que o governo Joe Biden realizou uma revisão “abrangente” nos últimos meses sobre a relação bilateral com a China, que ela classificou como “competitiva e complexa”.

“Por muito tempo, a falta de adesão da China às normas de comércio global minou a prosperidade dos americanos e de outros ao redor do mundo”, criticou Tai.

Segundo ela, a nova abordagem dos EUA em relação a Pequim levará em conta o que é, na visão do governo, melhor para os trabalhadores americanos.

Ela disse que o principal objetivo da Casa Branca será fazer a economia crescer para criar mais postos de trabalho no país. “Como representante comercial dos Estados Unidos, pretendo cumprir a visão do presidente Biden para uma política comercial centrada no trabalhador na dinâmica comercial EUA-China”, disse a representante comercial de Washington.



Na visão de Tai, a fase 1 do acordo, que incluiu compromissos “limitados” da China com relação à propriedade intelectual e a transferências de tecnologia, além da compra de produtos americanos, estabilizou o mercado, especialmente para as exportações do setor agrícola dos EUA. “Mas nossa análise indica que, embora os compromissos em certas áreas tenham sido cumpridos e certos interesses comerciais tenham sido beneficiados, houve deficiências em outras”, ponderou.

A realidade, segundo a autoridade americana, é que o pacto comercial não abordou de forma “significativa” algumas preocupações fundamentais dos EUA com as práticas da China. “Mesmo com o Acordo de Fase Um em vigor, o governo da China continua a despejar bilhões de dólares em setores-alvo e continua a moldar sua economia de acordo com a vontade do estado – prejudicando os interesses dos trabalhadores aqui nos EUA e em todo o mundo”, explicou.

Na conversa que terá com autoridades chineses, Tai disse que discutirá o desempenho de Pequim no cumprimento do acordo e também as políticas industriais do país asiático. “Nosso objetivo não é inflamar as tensões comerciais com a China”, frisou.


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