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EUA convida China para negociação sobre desarmamento nuclear

EUA convida China para negociação sobre desarmamento nuclear

Soldados do Exército chinês em parada militar na Praça Vermelha de Moscou, em 24 de junho de 2020 - AFP/Arquivos

Os Estados Unidos convidaram a China, nesta quinta-feira (9), para conversar sobre o controle de armas, acrescentando que se observa uma abertura de Pequim em relação a negociações tripartites com a Rússia, apesar das divergências.

De acordo com a porta-voz do Departamento de Estado, Morgan Ortagus, “os Estados Unidos recebem de bom grado o compromisso da China para iniciar negociações sobre o controle de armas”.

“Nesse sentido” – acrescenta Morgan -, “os prudentes próximos passos precisarão incluir reuniões cara a cara entre Estados Unidos e China”.

O governo do presidente Donald Trump exigiu que a China participasse das negociações sobre o sucessor do tratado New START, que limita o arsenal nuclear da Rússia e dos Estados Unidos e que expira em 5 de fevereiro de 2021.

Pequim se absteve de participar das discussões iniciais sobre o tratado realizadas em Viena em junho entre os ex-rivais da Guerra Fria.

Mas, na quarta-feira, a China expressou sua disposição de participar de negociações a respeito do controle de armas com os Estados Unidos, alertando que Washington deveria reduzir drasticamente seu arsenal para igualar com o de Pequim.

Fu Cong, diretor geral do Departamento de Controle de Armas do Ministério das Relações Exteriores da China, disse que a proposta dos Estados Unidos nada mais é do que um “ardil” para Washington abandonar o New START e ficar livre para aumentar seu programa nuclear.

Apesar disso, os Estados Unidos disseram que Marshall Billingslea, o negociador americano, convidaria a China para uma conversa, a fim de seguir abordando o assunto.

“Todos traremos diferentes perspectivas e objetivos à mesa de negociações e certamente teremos discordâncias”, disse Ortagus.

“Mas está na hora do diálogo e da diplomacia entre as três maiores potências nucleares sobre como impedir uma nova corrida armamentista”, acrescentou.

Atualmente, os americanos possuem 5.800 ogivas nucleares e os russos 6.375, em comparação com 320 chinesas, 290 francesas e 21 britânicas, segundo o Instituto Internacional de Estocolmo para Pesquisa da Paz (SIPRI).

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