Ciência

EUA amplia vida útil da vacina da Johnson & Johnson contra o coronavírus

EUA amplia vida útil da vacina da Johnson & Johnson contra o coronavírus

O laboratório norte-americano Johnson & Johnson anunciou nesta quinta-feira (10) que a Food and Drug Administration (FDA), agência que regulamenta alimentos e medicamentos nos Estados Unidos, autorizou uma ampliação da vida útil de sua vacina contra a covid-19 de três para quatro meses e meio.

A notícia chega quando milhões de vacinas de dose única, armazenadas em geladeiras, correm o risco de expirar e serem descartadas.

“A decisão é baseada em dados dos estudos de avaliação de estabilidade que estão sendo realizados”, disse a empresa em um comunicado.

De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças, 21 milhões de doses da vacina foram distribuídas nos Estados Unidos, mas apenas 11 milhões foram administradas.

O governador de Ohio, Mike DeWine, alertou esta semana que 200.000 doses em seu estado irão expirar em 23 de junho.

Embora não seja tão eficaz na prevenção da covid sintomática quanto as vacinas de RNA mensageiro desenvolvidas pela Pfizer e Moderna, o imunizante da J&J, com base na tecnologia do vetor de adenovírus, demonstrou ser 85% eficaz na prevenção de formas graves da doença em um estudo importante.

Esse número subiu para 100% vinte e oito dias após a injeção.

O fato de que a vacina exigia apenas uma dose foi um ponto-chave de venda para atingir populações difíceis de alcançar.

No entanto, a aceitação caiu drasticamente depois que as autoridades dos EUA suspenderam o medicamento por 10 dias em abril por razões de segurança.

As autoridades acreditam que a vacina J&J carrega um risco aumentado de desenvolver um tipo raro, mas sério de coagulação sanguínea que ocorre principalmente em mulheres entre 18 e 49 anos.

A condição, caracterizada por um baixo nível de plaquetas, é chamada de trombocitopenia trombótica imunológica induzida por vacina (TVI).

Os Estados Unidos agora têm um estoque significativo de sobras de doses, destacando a crescente disparidade de vacinas entre as nações ricas e pobres.

O presidente Joe Biden, buscando reconquistar a liderança global na pandemia, anunciou na quarta-feira que os Estados Unidos vão comprar e doar 500 milhões de doses da vacina da Pfizer para o resto do mundo.

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