Economia

EUA ameaça retirar empresas chinesas de Wall Street

EUA ameaça retirar empresas chinesas de Wall Street

Os valores das ações da Bolsa de Valores de Nova York são exibidos em Wall Street, em 24 de fevereiro de 2022 - AFP



A Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC, na sigla em inglês) ordenou que cinco empresas chinesas cumpram os requisitos de auditoria da agência, sob pena de serem excluídas de Wall Street.

O grupo inicial de empresas mencionado em uma lista publicada pela SEC na quinta-feira (10) poderá ser ampliado, em breve, para todas as empresas chinesas listadas em Nova York. Atualmente, nenhuma delas cumpre as regulamentações dos Estados Unidos sobre o assunto.

Pelo menos 248 empresas seriam afetadas, com uma capitalização de mercado em torno de US$ 2,1 trilhões, segundo um comitê “ad hoc”.

Nos últimos meses, as autoridades chinesas expressaram reservas sobre a cotação de empresas com sede na China nas bolsas de valores americanas.




Em 2020, o Congresso aprovou uma lei especificamente voltada para empresas chinesas, sob as quais o Conselho de Supervisão de Contabilidade de Empresas Públicas (PCAOB) deve inspecionar as auditorias de empresas estrangeiras, que fazem negócios nos mercados dos Estados Unidos.

As empresas da China continental e de Hong Kong são conhecidas por não apresentarem suas demonstrações financeiras a auditores aprovados pelos Estados Unidos.

A nova lei coloca-as em risco de serem excluídas a partir de 2024.


As cinco empresas nomeadas na quinta-feira são as empresas de biotecnologia BeiGene, Zai Lab e Hutchmed, a terceirizada da indústria de semicondutores ACM Research e o grupo de restaurantes Yum China.

A última, que controla KFC, Taco Bell e Pizza Hut e outros restaurantes na China, supera as outras empresas em muito em termos de receita e de capitalização.

Nascida da cisão de 2016 das operações chinesas da Yum Brands, com sede nos EUA, a Yum China tem uma capitalização de mercado de US$ 18,8 bilhões.

No início de dezembro, sob pressão das autoridades chinesas, o “Uber da China” Didi Chuxing deixou o mercado americano, menos de seis meses após de seu lançamento de alto nível na Bolsa de Valores de Nova York.