Economia

Estudo prevê economia mais lenta em dois terços das grandes cidades

Entre as 900 principais cidades do mundo, cerca de 600 sofrerão um desaquecimento de sua economia em 2020-2021 devido à queda no comércio internacional, segundo um estudo da Oxford Economics.

Das dez primeiras no ranking por PIB, apenas Londres deve experimentar uma aceleração (2,1% em 2020-2021 contra 1,5% em 2018-2019), destaca o estudo “Cidades Globais”.

Em Paris, o crescimento será de 1,7%, queda de 0,2 ponto em relação a 2018-2019.

No outro lado do Atlântico, Nova York também não escapará da desaceleração, com um projeção de crescimento de 1,8% no período, contra 2,2% em 2018-2019.

Isto não impedirá Nova York de liderar as projeções para 2035 do ranking do PIB, com Tóquio, Los Angeles e Londres.

A razão principal desta desaceleração, segundo os autores del estudo, está no desaquecimento do comércio mundial.

Muitas das grandes cidades envolvidas no estudo possuem importantes setores manufatureiros e serão “diretamente afetadas” por esta desaceleração.

Em alguns casos, o setor manufatureiro é parte importante da economia local, e o desaquecimento impacta mais a cidade do que o país a qual pertence.

Os economistas citam como exemplo Barcelona, onde a indústria representa 19% da economia local, e Taipé, com 23%.

Mas a queda no setor manufatureiro não é a única explicação para a desaceleração econômica nas grandes cidades, já que a redução do comércio mundial também impacta a demanda por serviços, em particular transportes e seguros.

“Também há impactos indiretos da desaceleração sobre os gastos dos consumidores”, através da redução salarial e menor geração de emprego, destaca o estudo.

Em sua análise das dificuldades da indústria, os autores vão mais além dos reflexos da tensão comercial entre Estados Unidos e seus principais sócios.

Algumas cidades europeias que abrigam importantes fábricas de automóveis estão sofrendo os efeitos das novas regras ambientais, assinalam os investigadores. Também devem se adaptar às preferências dos consumidores, que se voltam cada vez mais para veículos elétricos ou híbridos.

Na América Latina, a instabilidade política afeta a economia dos grandes centros urbanos, sendo Caracas o principal exemplo.

Nos Estados Unidos, a californiana San José, a maior cidade do Vale do Silício, poderá sofrer a maior desaceleração, de 8,6% em 2017 para 3,2% em 2020.

Na Ásia, espera-se que as cidades chinesas desacelerem, mas Xangai, Pequim, Guangzu e Shenzen integrarão o top 10 mundial de PIB em 2035.

Já na Índia, as maiores cidades apresentarão um franco crescimento.

Ho Chi Minh, no Vietnã, e Phnom Penh, no Camboja, surgem como cidades de melhor desempenho nos próximos dois anos.

“No horizonte 2035, as cidades asiáticas terão superado, no geral, as cidades norte-americanas e europeias”, resumem os economistas.

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