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Estudo mostra que medicamento para artrite pode ajudar pacientes de Covid-19

Crédito: Reprodução/Pexels

Pacientes hospitalizados tratados com baricitinibe e remdesivir se recuperaram um dia mais rápido do que aqueles que receberam apenas remdesivir. (Crédito: Reprodução/Pexels)

Adicionar um medicamento para artrite chamado baricitinibe aos regimes de tratamento da Covid que incluem o medicamento antiviral remdesivir pode reduzir um dia ou mais os tempos de recuperação, especialmente para aqueles que estão gravemente doentes, de acordo com um estudo publicado nesta sexta-feira, 18, nos Estados Unidos.

Resultados preliminares foram anunciados anteriormente por meio de comunicados à imprensa, mostrando que os pacientes hospitalizados com coronavírus tratados com baricitinibe e remdesivir se recuperaram um dia mais rápido do que aqueles que receberam apenas remdesivir.

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Alguns especialistas questionaram a adoção do tratamento combinado devido ao alto preço do baricitinibe – que pode ser cerca de US$ 1.500 por paciente – e também citaram efeitos colaterais como coágulos sanguíneos. Acredita-se que tanto o baricitinibe quanto a dexametasona atuem neutralizando a inflamação excessiva, que causa muitos casos graves de Covid.

O novo artigo, publicado no New England Journal of Medicine, mostra que certos subgrupos de pacientes se beneficiaram com a adição de baricitinibe muito mais do que outros. O ensaio envolveu mais de 1.000 pacientes hospitalares com Covid, todos os quais receberam remdesivir. Pessoas que estavam doentes o suficiente para precisar de uma alta dose de oxigênio suplementar ou uma forma não invasiva de ventilação se recuperaram oito dias mais rápido quando o baricitinibe foi incluído em seu regime de medicamentos.

A dexametasona, ao contrário do baricitinibe, demonstrou reduzir a mortalidade em pacientes graves com Covid-19. Também é barato e fácil de obter, enquanto o baricitinibe é considerado mais um medicamento especial.

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