Economia

Estudo aponta que construção de carros elétricos será mais barata do que a de ‘térmicos’ em 2027

Estudo aponta que construção de carros elétricos será mais barata do que a de ‘térmicos’ em 2027

Pessoas são vistas dentro de um carro modelo Y da Tesla durante a 19ª Exposição Internacional da Indústria Automobilística de Xangai, em Xangai, em 19 de abril de 2021 - AFP

Carros e utilitários elétricos custarão menos para construir do que veículos com motor de combustão de 2025 a 2027, dependendo da categoria, e poderão representar 100% das vendas de veículos novos na União Europeia (UE) até 2035, segundo um estudo da Bloomberg New Energy Finance (BNEF).

“Os sedãs e SUVs elétricos serão tão econômicos para fabricar quanto os veículos movidos a gasolina a partir de 2026, e os carros pequenos a partir de 2027”, de acordo com a ONG Transporte e Meio Ambiente, que encomendou o estudo.

Quanto aos utilitários, os modelos leves serão mais baratos de fabricar a partir de 2025 e os pesados a partir de 2026, indicam as projeções dos autores.

Consequência: os veículos também serão “mais baratos de comprar, em média, mesmo antes dos subsídios” – sem contar a economia de combustível a longo prazo.



O preço antes do acréscimo dos impostos de um sedã elétrico será, portanto, igualado em 2026 ao de um com motor a combustão em cerca de 20.000 euros (pouco mais de US$ 24.000), em comparação com quase 40.000 euros para a versão elétrica em 2020.

A redução dos custos de fabricação é explicada pela “queda no preço das baterias, bem como pelo desenvolvimento de linhas de produção dedicadas exclusivamente aos veículos elétricos”, de acordo com este estudo.

Partindo do contexto atual, os veículos elétricos representarão 50% das vendas de veículos novos na Europa em 2030 e 85% em 2035.

Mas, ainda neste último ano, poderão representar 100% das vendas de veículos novos, desde que “os legisladores sejam mais rígidos em relação aos padrões de emissões de CO2 dos veículos e desenvolvam outras políticas para impulsionar o mercado, como a implantação de pontos de recarga mais dinâmicos”, destaca a ONG.

A Transporte e Meio Ambiente pede, portanto, “o endurecimento das normas de emissões de CO2 impostas aos fabricantes de automóveis” e o estabelecimento de “uma cota de vendas para veículos elétricos”.

“Com a queda dos preços dos carros elétricos, o mercado automobilístico caminha naturalmente para o fim da venda dos térmicos em 2040. Mas para cumprir nossas metas climáticas, o último carro a diesel ou a gasolina deve ser vendido em 2035”, diz Diane Strauss, diretora desta ONG na França.

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