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Estudo aponta ligação entre Covid-19 e disfunção erétil

Crédito: Reprodução/Pexels

Pesquisadores entrevistaram quase 7 mil homens. Nada menos que 28% daqueles que relataram ter tido Covid-19 também relataram disfunção erétil. (Crédito: Reprodução/Pexels)

Pesquisadores italianos entrevistaram quase 7 mil homens em julho de 2020. Nada menos que 28% daqueles que relataram ter tido Covid-19 também relataram disfunção erétil. A pesquisa salienta que a persistência de problemas vasculares e a baixa saturação de oxigênio em pacientes com covid-19 podem, sim, afetar a função erétil. A pesquisa ainda aponta fatores de risco em comum entre problemas cardiovasculares relacionados a problemas reprodutivos e a covid-19, como tabagismo e diabetes.

Em entrevista a uma rede de televisão norte-americana, a médica Dena Grayson alertou que a disfunção erétil pode ser uma das consequências do novo coronavírus. Isso acontece porque a condição é causada pelo fluxo restrito de sangue para o pênis, e sabe-se que a covid-19 afeta o sistema vascular, responsável pela circulação do sangue para todo o corpo.

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“Do ponto de vista da saúde reprodutiva, a disfunção erétil como sequela da infecção por covid-19 é um dado preocupante. Vale lembrar que o fator masculino é responsável por cerca de 30% dos casos de infertilidade conjugal. Dentro desse universo, estão os problemas na qualidade e quantidade do sêmen, varicocele, infecções genitais, traumas, cirurgias como a vasectomia (quando o homem se arrepende do processo), malformações genitais, etilismo, tabagismo e abuso de outras substâncias, como a cannabis. Fica o alerta se o aumento nos casos de disfunção erétil pós-covid-19 não irá aumentar esse número. Só o futuro e novos estudos prospectivos poderão confirmar”, explica Nícolas Cayres, ginecologista e obstetra da Genesis.

Já outro estudo aponta que homens que correm mais risco de ter complicações sérias decorrentes da covid-19 são também aqueles mais propensos à disfunção erétil: mais velhos, diabéticos, com problemas cardiovasculares, acima do peso ou obesos e com diversas comorbidades.

“A cada dia constatam-se novos impactos da doença sobre a saúde coletiva e individual que podem afetar a saúde reprodutiva de forma direta – como é o caso da disfunção erétil – ou indiretamente por meio de fatores estressores – como ansiedade e depressão, potencializadas pela pandemia. Isso pode alterar de forma negativa a libido e, associado ao medo de contato físico direto, tem reduzido a frequência da atividade sexual em casais de alguns países, como estudos recentes têm demonstrado”, complementa Nícolas.

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A incapacidade de iniciar ou manter uma ereção afeta a atividade sexual que, por sua vez, interfere na probabilidade de sucesso de gravidez. A disfunção erétil é a condição sexual masculina mais comum. Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), cerca de 100 milhões de homens sofrem com isso em todo o mundo. No Brasil, ela atinge cerca de 50% da população masculina, com maior incidência naqueles que passaram dos 40 anos.

As causas são variadas e podem estar relacionadas a problemas de circulação, neurológicos (como doenças degenerativas), anatômicos, psicológicos (ansiedade e depressão, por exemplo), hormonais e metabólicos.

“É importante, portanto, estar atento aos fatores de risco, manter um estilo de vida saudável – com alimentação balanceada e prática regular de exercícios físicos – e, em caso de diagnóstico positivo da doença, procurar um especialista para avaliação e combate precoce às possíveis sequelas sobre o organismo, inclusive no sistema reprodutivo. Também vale reforçar que, até o presente momento, medidas simples, como o uso de equipamentos de proteção individual (máscaras, faceshield, luvas, entre outros), lavagem frequente das mãos, evitar aglomerações e contato físico e uso de álcool em gel são as mais eficazes para reduzir a incidência e evitar a transmissão do covid-19. Precaução ainda é a chave no cenário atual da pandemia”, finaliza.

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