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Estoques de leite materno no DF começam a se recompor

Os estoques de leite materno no Distrito Federal estão sendo recompostos, após terem registrado em março uma queda de 35% na comparação com o mesmo período de 2019. De acordo com a Secretaria de Saúde, desde maio esses estoques têm crescido, a ponto de, em julho, ter início uma nova fase da campanha de arrecadação de potes de vidro para armazenamento.

Segundo o governo do Distrito federal, os Bancos de Leite Humano (BLHs) receberam em maio 1.917 litros de leite materno e em junho, 2.235 litros. Recentemente, 555 mulheres se somaram ao grupo de doadoras de leite. Os resultados foram comemorados pela coordenadora das Políticas de Aleitamento Materno da Secretaria de Saúde, Mirian Santos. “A gente começou 2020 com um déficit de 30% e logo depois veio a pandemia”, lembra.

A queda registrada desde março é explicada pela preocupação das doadoras com o novo coronavírus. Para reverter esse quadro, as autoridades locais aproveitaram a Semana Distrital de Doação de Leite Materno iniciada em 18 de maio para divulgar os cuidados que vinham sendo adotados para evitar a contaminação das doadoras.

Na época, quando contatada pela Agência Brasil, a coordenação de Bancos de Leite Humano da secretaria de Saúde do DF informou que “mesmo durante a pandemia a amamentação e as doações podem continuar normalmente, desde que medidas de higiene e segurança sejam tomadas para evitar transmissão do vírus”. Entre os principais cuidados que vêm sendo adotados para evitar a transmissão está o uso de máscara e a lavagem das mãos antes de cuidar do bebê.

Os bancos de leite do DF, então, passaram a fazer atendimento com horário marcado, via WhatsApp e por meio de videochamadas.

Potes de vidro

Com o aumento das doações, foi iniciada, em julho, uma nova fase da campanha de arrecadação de potes de vidro para o armazenamento desse alimento vital para os primeiros meses de vida dos bebês. Para tanto, pontos de coletas foram instalados nos hospitais da rede de saúde que possuem maternidade.

Por meio de nota, o GDF informa que apenas potes de vidro com a tampa plástica poderão ser utilizados. “Para ser pasteurizado, o leite precisa ser aquecido a 62,5º por 30 minutos. Os recipientes plásticos não suportam este aquecimento”, diz a nota. “Recomenda-se também o pote de café solúvel, ou algum no mesmo modelo, para melhor condição de coleta e armazenamento do leite, devido a sua boca mais larga”, complementa.

Segundo a Secretaria de Saúde, o leite materno não pode ser armazenados em potes com fechamento a vácuo (como os de azeitona ou extrato de tomate), uma vez que além do fechamento inadequado, a tampa de metal poder contaminar o leite.

Já as doações de leite materno podem ser feitas nas unidades de Banco de Leite do DF. Os contatos dessas unidades e as orientações para a coleta estão disponibilizados na internet. De acordo com a secretaria, um pote de 300 mililitros (ml) pode alimentar cerca de dez bebês.

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