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Estado do surto de covid-19 nos EUA que o governo Biden encontra

O presidente americano recém-empossado, Joe Biden, assume o comando do país mais castigado do mundo pela pandemia de covid-19, que no momento de sua posse tinha provocado mais mortos do que as baixas nas tropas americanas durante a Segunda Guerra Mundial.

Confira a seguir um relato da situação e o que se espera nas próximas semanas e nos próximos meses.

– A pandemia em números –

Quase um ano depois de registrada a primeira morte pelo novo coronavírus nos Estados Unidos, morreram mais 406.000 pessoas, segundo cifras da Universidade Johns Hopkins, referência no acompanhamento da pandemia.



A média semanal de novos casos começou a cair, após alcançar um pico em 12 de janeiro, segundo dados do centro de monitoramento da Johns Hopkins, e as mortes segue uma trajetória similar.

Uma projeção conjunta dos Centros para o Controle e a Prevenção de Doenças (CDC), que combina 37 modelos, projeta que em 13 de fevereiro, as mortes pela covid-19 alcançarão entre 465.000 e 508.000.

– A ameaça das novas cepas –

Os modelos, por sua natureza preditiva, dependem das suposições nas quais se baseiam e há variáveis que podem mudar o panorama.

Em primeiro lugar, o vírus e o surgimento de novas cepas.

Segundo as projeções do CDC, feitas na semana passada, a nova cepa B.1.1.7 – mais contagiosa e que se acredita que não esteja tão estendida – poderia se tornar a cepa dominante nos Estados Unidos em março, provocando mais infecções.

Além disso, outras mutações que parecem ainda mais transmissíveis, têm sido detectadas na África do Sul e no Brasil e até agora não parecem ter chegado aos Estados Unidos.

No entanto, o país não tem um sistema robusto de “vigilância genômica” para detectar estas mudanças.

Um tema preocupante é a mutação E484K, detectada na África do Sul, que gerou dúvidas sobre a eficácia das vacinas atuais.

Trevor Bedford, especialista em doenças infecciosas do Centro de Estudos Fred Hutch tuitou: “precisamos investigar a cronologia para a manufatura e os passos regulatórios para atualizar a ‘cepa’ utilizada para a vacina” e sugeriu que uma “atualização” pode ser necessária para o próximo outono no hemisfério norte.

– O plano de Biden –

Outro aspecto da propagação é que o vírus precisa de hospedeiros para contagiar e se forem instauradas medidas de saúde pública efetivas, elas achatariam a curva de contágios.

Biden destacou que a luta contra a pandemia é uma prioridade máxima e sua equipe desenvolveu uma estratégia nacional detalhada para aumentar a taxa de vacinação e realizar mais testes.

O governo também busca a aprovação de um plano de alívio econômico de 1,9 trilhão de dólares no Congresso, que inclua 20 bilhões de dólares para as vacinas e 50 bilhões de dólares para aumentar a testagem, algo fundamental para que as crianças possam voltar às escolas e os trabalhadores, aos seus empregos.

Até a quarta-feira, tinham sido distribuídas aos estados 35,9 milhões de doses de vacinas da Pfizer e da Moderna e 16,5 milhões foram aplicadas, seja como a primeira ou a segunda dose necessária. Isto corresponde a uma taxa de 46%.

O governo Biden quer vacinar 100 milhões de pessoas nos primeiros 100 dias de seu governo, data que será alcançada em 20 de abril.

As novas autoridades informaram que vão utilizar uma legislação de emergência denominada Lei da Produção para aumentar o fornecimento e vão estabelecer milhares de locais federais e clínicas móveis para eliminar os gargalos na distribuição.

Do lado da oferta, a situação também deveria melhorar com a autorização ao uso de emergência para novos imunizantes.

Também se espera que a chegada da vacina de dose única da Johnson & Johnson seja um fator determinando e poderia ser aprovada em poucas semanas. O fármaco da AstraZeneca-Oxford poderia ser a seguinte.

– A abordagem científica –

O novo governo também tem sido elogiado pelos epidemiologistas por adotar uma estratégia mais centrada nas evidências e por suspender a ordem administrativa anterior de retirada dos Estados Unidos da Organização Mundial da Saúde (OMS).

“No primeiro dia do governo Biden já há um plano nacional com uma estratégia integral para fazer frente à #covid19”, tuitou Leana Wen, acadêmica da Universidade George Washington, especialista em Saúde Pública.

A nova diretora dos CDCs, Rochelle Walensky, disse na quarta-feira que vai determinar a revisão de todas as diretrizes relativas à covid-19, o que foi interpretado como uma referência às pressões que os cientistas receberam durante o governo anterior.

Em uma coletiva de imprensa, Biden anunciou também nesta quinta que todos os passageiros que chegarem aos Estados Unidos do exterior deverão fazer quarentena.

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