A expectativa de fusão com a Kroton fez a Estácio adiar alguns planos de expansão, que agora voltaram à pauta depois que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) frustrou a união das duas companhias, disse nesta sexta-feira, 24, a gerente de Relações com Investidores, Flávia Oliveira.

Com um caixa de R$ 700 milhões “para pensar em aquisições” e endividamento de R$ 960 milhões, a executiva disse não ver motivo para manter uma alavancagem muito grande.

“Com esse novo cenário (sem fusão), a gente volta a analisar oportunidades a pensar em expansão orgânica e não orgânica, e crescer novamente”, disse a executiva, durante reunião com analistas e investidores promovida pela Apimec-Rio.

Ela explicou que a Estácio já tinha arrumado a casa no ano passado, se preparando para a fusão com a Kroton, e que no momento não se pensa em nenhuma alteração, mesmo com a entrada da Advent no capital da empresa.

Flávia informou que a Estácio está apostando no Ensino a Distância (EaD), que tem dado um retorno “bem interessante”. “Estamos preparados para lançar 350 cursos por ano, como permite a lei”, explicou, informando também que a Estácio está ampliando a oferta de cursos de medicina e vai aumentar a atuação no ensino médio, um novo nicho que, na avaliação de Flávia, tem tudo para crescer. “Vamos aproveitar a nossa experiência com ensino superior para focar em um ensino médio profissionalizante, de forma bem gradativa”, disse a gerente de RI.