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Especialistas explicam que as vacinas covid-19 não causam esterilidade

Crédito: Reprodução/Pexels

A esterilidade seria causada pelas vacinas contra o coronavírus devido a semelhança na estrutura da proteína do pico e da sincitina-1 (Crédito: Reprodução/Pexels)

Da mesma forma que o vírus SARS-CoV-2 se espalhou rapidamente para o mundo todo, as fake news sobre pandemia, proteção e vacinas tomaram conta das redes sociais, entre as desinformações está que as vacinas causam esterelidade.

Declarações desse tipo circulam há meses nas redes sociais. Em primeiro lugar, dizia-se que as mulheres deveriam temer acima de tudo por sua fertilidade, e a explicação biológica era que os anticorpos gerados pela vacina não só podiam atacar o coronavírus, mas também eram dirigidos contra uma proteína que participa da formação da placenta uterina.

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De acordo com aqueles que apoiam a teoria da esterilidade causada pelas vacinas contra o coronavírus, a semelhança na estrutura da proteína do pico e da sincitina-1 é a causa.



No entanto, se isso fosse correto, então “precisamente, e acima de tudo, a doença que Covid-19 causa também deveria causar esterilidade”, explica Udo Markert, diretor do Laboratório de Fisiologia Placental do Hospital Universitário de Jena, e Presidente do European Society for Reproductive Immunology, juntamente com seu colega Ekkerhard Schleußner, Diretor da Maternidade da Universidade de Jena e Vice-Presidente da Sociedade Alemã de Medicina Perinatal.

“Do ponto de vista da pesquisa da placenta e da medicina reprodutiva, essas alegações, entretanto amplamente divulgadas, são totalmente infundadas”, escrevem os cientistas, e recomendam claramente que as mulheres sejam vacinadas contra o coronavírus.

Medo da esterilidade masculina

Mas não são apenas as mulheres que se sentem inseguras quanto a uma possível vacinação devido a tais suposições. Além disso, as notícias sobre os efeitos negativos das vacinas na capacidade reprodutiva dos homens estão se espalhando rapidamente nas redes sociais.

Um estudo americano indica, no entanto, outra coisa: os pesquisadores estudaram espermatozoides de 45 indivíduos antes e depois da vacinação com uma tecnologia de preparação de mRNA, e não encontraram nenhuma influência negativa da vacina na capacidade reprodutiva dos homens.

“Não houve efeitos de nenhum tipo sobre os espermatozoides nos homens”, disse Daniel Nassau, urologista e um dos autores do estudo. O especialista tem certeza de que, se o teste tivesse sido realizado em um número muito maior de homens, o resultado não teria mudado em nada.

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