O vazamento de informações pessoais de mais de 200 milhões de pessoas tem causado preocupação entre os brasileiros, que recorreram à internet para tentar descobrir se os seus dados foram vazados. Só que especialistas não aconselham entrar em sites para descobrir se as suas informações foram vazadas na internet.

Ao colocar suas informações pessoais, como o CPF, por exemplo, você pode comprometer ainda mais os seus dados. “Uma das táticas dos criminosos é aproveitar-se de assuntos que estão em alta para atrair vítimas a acessarem sites falsos ou instalarem aplicativos maliciosos”, alerta Rogério Guimarães, especialista em segurança cibernética da Crowe.

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Antes de acessar um site desconhecido, é importante tentar levantar informações a respeito de sua origem e desconfiar de ofertas milagrosas. “Muitas pessoas se enganam pensando que os sites HTTPS [aqueles que possuem um cadeado] são seguros. De fato, esse certificado garante que as informações fornecidas neste site não sejam vazadas quando trata-se de um site verdadeiro. O problema é que os sites falsos também podem conter este certificado”, diz Guimarães.

O site Fui Vazado encabeça a lista dos mais comentados entre os internautas. Com o número do CPF e data de nascimento o site promete mostrar se os seus dados foram vazados.

De acordo com a Folha de S.Paulo, o Fui Vazado está fora do ar desde sexta-feira (5), bloqueado por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

O ministro determinou a instauração de inquérito para investigar o vazamento de informações de 220 milhões de brasileiros. Além disso, o ministro também pediu o bloqueio de dois sites da deep e dark web.