Economia

Erros no app do Caixa Tem estão relacionados a aumento no volume de pagamentos virtuais

Crédito: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

É possível pagar contas com o auxílio emergencial através do aplicativo Caixa Tem (Crédito: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

A Caixa Econômica Federal indicou que a dificuldade de acesso por beneficiários do auxílio emergencial ao aplicativo “Caixa Tem” está relacionada ao grande volume de pagamentos digitais feitos pelo programa.

Nos últimos dias uma série de problemas foram relatados pelos usuários do aplicativo, indo desde longas filas para login na conta até erros no processamento dos pagamentos, causando uma porção de erros em outros bancos e o “sumiço” do dinheiro nas contas dos usuários.

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Durante coletiva de imprensa na tarde desta quinta-feira (9), o vice-presidente de Tecnologia e Digital do banco federal, Cláudio Salituro, disse que a o aplicativo foi criado inicialmente para atender pouco mais de 1 milhão de pessoas em um ano, mas a pandemia acabou exponenciando o uso do programa.

Ele relatou que os problemas de filas foram atenuados após a compra de um serviço de gerenciamento de filas de uma empresa de tecnologia da Dinamarca, usado em eventos como a Copa do Mundo e grandes apresentações. Apesar disso, as filas seguem extensas e ele comentou que ainda hoje o tempo médio de espera estava superior aos 30 minutos.

Sobre o “sumiço” do dinheiro, Salituro disse que “não existe a menor possibilidade de sumir dinheiro” envolvendo a Caixa. Ele explicou que muitos boletos estavam com o mesmo código de barras e havia a possibilidade de algum erro nessas transações, o que fez com que o banco federal entrasse em contato com o Nubank – banco onde mais reclamações foram relatadas – para resolver essa averiguação.

Alta demanda pelo serviço no app

Salituro também apresentou a escalada de usos pelo aplicativo. O histórico de transações por QR Code, utilizando as maquininhas da Cielo, passou de 62 pagamentos no final de maio para mais de 449 mil em 8 de julho.

Além disso, foram cerca de 28 milhões de transações envolvendo operações de débito com cartão virtual. Entre as operações com QR Code e débito virtual foram movimentados mais de R$ 10,35 bilhões.

Foram mais de 159,1 milhões de downloads do aplicativo nesses meses de pandemia.

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