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Eric Clapton acredita que vacinados contra a covid-19 foram alvo de “hipnose”

Crédito: Reprodução/Divulgação

É do conhecimento geral que o músico é contra as vacinas contra a Covid-19. Desta vez, citou um estudo já refutado pelo mundo acadêmico (Crédito: Reprodução/Divulgação)

É do conhecimento geral que o guitarrista Eric Clapton, 76 anos, é contra as vacinas contra a Covid-19. Desta vez, citou um estudo já refutado pelo mundo acadêmico onde criticou os imunizantes.

Numa entrevista cedida ao canal de YouTube ‘The Real Music Observer’, Clapton afirmou ter tomado conhecimento de uma teoria de Mattias Desmet, professor de psicologia clínica da Universidade de Gent (Bélgica), denominada de “hipnose de massas”: “Assim que comecei a procurar pelos sinais de hipnose, comecei a vê-los em todo o lado”, revelou. “Me lembrei de ver coisas no YouTube que eram tipo publicidade subliminar”, continuou.



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A teoria ficou conhecida depois de ter sido falada no podcast do comediante e apresentador Joe Rogan. Contudo, foi rapidamente negada por vários acadêmicos, nomeadamente Stephen Reicher, que é professor de psicologia social da Universidade de St. Andrews, no Reino Unido. “Não tem credibilidade acadêmica”, alertou o professor.

A declaração polêmica foi apenas mais uma de seu repertório negacionista desde o início da pandemia. Clapton já compôs uma música contra o lockdown e afirmou várias vezes que se recursará a tocar em locais que exijam comprovante de imunização.

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Ele admitiu ao entrevistador que se imunizou com a vacina produzida pela AstraZeneca, mas que isso teria ocorrido porque ele cedeu à forte propaganda da farmacêutica e dos órgãos públicos e de comunicação, mas contou que tão logo fez “descoberta” sobre a “conspiração”, abandonou o esquema vacinal.

O guitarrista afirmou ainda que teve efeitos colaterais e que, se pudesse voltar atrás, jamais teria recebido as doses. “Minhas mãos e pés estavam congelados, dormentes ou queimando, e praticamente inúteis por duas semanas. Eu nunca deveria ter chegado perto da agulha. Mas a propaganda dizia que a vacina era segura para todos”, disse.