Edição nº 1079 20.07 Ver ediçõs anteriores

Equidade racial e de gênero em debate com CEOs

Equidade racial e de gênero em debate com CEOs

A diversidade ajuda a construir uma sociedade mais justa e igualitária para todos

Com o objetivo de discutir diversidade no âmbito corporativo, principalmente a partir da inserção de negros e negras em cargos estratégicos de empresas no Brasil, dois encontros estão movimentando o mundo corporativo.

O primeiro evento foi promovido pela Amcham (Câmara do Comércio Brasil-Estados Unidos), no dia 16 de abril, e foi estruturado em dois painéis para tratar a temática. A primeira mesa foi composta por três funcionários negros com cargos de prestígio e que atuam em corporações que incluíram ações afirmativas em seus quadros. O debate girou em torno da relevância de a alta gestão abranger esta pauta, levando em consideração que negros geralmente enfrentam mais dificuldades no acesso à educação e necessitam de um acolhimento maior.

A segunda mesa foi composta por três CEOs de renome no Brasil, sendo Théo Van Der Loo, da Bayer, Cristina Palmaka, da SAP, e Noel Priox, do Carrefour. A mesa traçou perspectivas sobre cotas raciais no Brasil, metas de inclusão de negros, desde estagiários a cargos de decisão, além do ponderar estrategicamente a permanência e ascensão de afro-brasileiros, já que, como destacou o Théo Van Der Loo da Bayer, “pensar em diversidade não é algo de esquerda ou direita, mas, sim, pensar o Brasil e a justiça. Pois se mais de 50% da população é negra, é justo que haja um reflexo do que é a sociedade nas corporações, sobretudo nos cargos de comando”.

Na próxima quarta-feira, 16, voltam a se reunir, no MIS (Museu da Imagem e do Som), vários CEOs, para tratar do mesmo tema, incluindo também a questão de Gênero. Esse segundo encontro, com certeza, será mais enfático por três motivos. Primeiro, porque ocorre na semana em que se celebra os 130 anos de abolição da escravatura. Segundo, por conta da discussão de gênero, pauta do dia nas empresas. E, por fim, será aberto ao público com inscrições gratuitas.

Trata-se do lançamento da plataforma digital  Brasil Diverso, uma iniciativa catalisadora de tendências voltada para a equidade de raça e gênero nas empresas de todo o País a partir do prestígio e experiência de seus membros, que incluem líderes empresariais e entidades atuantes em diversidade no mundo do trabalho. O evento conta com palestrantes do gabarito de Álvaro Jabur Júnior, CEO da Camisaria, Rachel Maia, executiva de negócios e ex-Pandora, Maria Ângela de Jesus, executiva do Netflix, além de Théo van der Loo.

A levar pelos pesos pesados que estarão discutindo o tema, assim como o público alvo que são CEOs de grandes corporações, profissionais de RH e tomadores de decisões, estamos realmente no caminho de equacionar os difíceis problemas envolvendo gênero e raça no mercado de trabalho brasileiro.


Mais posts

A Copa da Diversidade

Uma das frases que costuma encerrar meus depoimentos e palestras, quando falo sobre diversidade, é o exemplo que o Brasil tem dado para [...]

Parada do orgulho LGBT e inclusão nas empresas

Na semana em que a cidade de São Paulo prepara-se para receber a 22ª Parada do Orgulho LGBT, agendada para o próximo domingo, [...]

Mulheres crescem em mercados majoritariamente masculinos

Tenho dito aqui em textos anteriores que a empresa que não estiver atenta aos consumidores (as) antes excluídos do mercado ficará para [...]

Marcas e Diversidade

Qual a imagem que seus consumidores têm da sua empresa, dos seus produtos e de seus serviços no quesito diversidade?

Diversidade x assédio

Reza a lenda que o Brasil só começa a funcionar após o carnaval, o que acontece de fato com boa parte da economia. Então, nada melhor [...]
Ver mais
X

Copyright © 2018 - Editora Três
Todos os direitos reservados.

Nota de esclarecimento A Três Comércio de Publicaçõs Ltda. (EDITORA TRÊS) vem informar aos seus consumidores que não realiza cobranças por telefone e que também não oferece cancelamento do contrato de assinatura de revistas mediante o pagamento de qualquer valor. Tampouco autoriza terceiros a fazê-lo. A Editora Três é vítima e não se responsabiliza por tais mensagens e cobranças, informando aos seus clientes que todas as medidas cabíveis foram tomadas, inclusive criminais, para apuração das responsabilidades.