Economia

Entenda por que o Brasil está em recessão técnica

Crédito: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

A estimativa para o PIB no fim de 2022 passou de 0,41% para 0,32% (Crédito: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou nesta quinta-feira (2) que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil recuou 0,1% de julho a setembro. O dado coloca o Brasil em recessão técnica, uma vez que este foi o segundo trimestre seguido de queda – entre abril e junho a queda foi de 0,4%.

A recessão técnica é um sinal de alerta de que a economia está patinando, mas ainda não entrou em recessão de fato. Nesses casos mais extremos, o país conta com alta no desemprego, a produção cai junto com o consumo e os índices de falência aumentam, o que não é o caso do Brasil neste momento.



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E, apesar da recessão técnica, a economia brasileira deve fechar 2021 com crescimento próximo dos 5%, segundo apontam os economistas no último boletim Focus do Banco Central.

O mais adequado para a situação do Brasil é apontar para uma crise menos estrutural, reflexo da devastação causada com a pandemia da Covid-19 e a interrupção de setores importantes para a produção nacional. Vale lembrar que no início do ano o País inteiro entrou em lockdown e os indicadores econômicos apontaram os danos da medida que era necessária para conter o avanço da pandemia.

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Apesar da inflação galopante, do desemprego ainda alto (porém respirando com leves quedas) e câmbio desvalorizado, outros indicadores mostram que o caminho não é de recessão real. Vendas do setor de varejo e serviços tiveram mais meses positivos do que negativos durante o ano, por exemplo.

Comparação dos resultados do PIB em 2020 e 2021
Comparação dos resultados do PIB em 2020 e 2021 (Crédito:IBGE)

E, de acordo com os dados do IBGE, a comparação com os resultados do ano passado deixam o País em uma condição menos perigosa: no acumulado do ano até o terceiro trimestre de 2021, o PIB cresceu 5,7% em relação a igual período de 2020. Nessa comparação, a Indústria (6,5%) e os Serviços (5,2%) registraram variação positiva, enquanto a Agropecuária registrou variação negativa de 0,1%.



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