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Entenda para que serve a Otan e por que Putin tem medo da organização

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Secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, é uma das lideranças da organização (Crédito: Pool/AFP)



Pivô da guerra envolvendo Ucrânia e Rússia, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) é, neste momento, uma das principais “ameaças” para o plano de influência política do presidente da Rússia, Vladimir Putin. Isso porque a agremiação é liderada pelos Estados Unidos e segue expandindo seu poder militar pelo Leste Europeu, território historicamente controlado pelos russos.

A Otan surgiu em 1949 com o objetivo de impedir o avanço do bloco socialista na Europa, período em que a União Soviética (hoje Rússia) era a segunda potência do mundo. A ideia era fornecer ajuda militar aos países que entrassem no bloco, mesmo que a intervenção bélica da Otan só tenha acontecido na região após o fim da Guerra Fria, já na década de 1990, com as guerras na Bósnia, Afeganistão, Líbia e Kosovo.

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Ao todo, 30 países integram a Otan neste momento, sendo que Finlândia e Suécia querem entrar para a aliança – e é isso que Putin quer evitar, com temendo que a proximidade territorial com Moscou deixa a Rússia vulnerável, como sugeriu quando invadiu a Ucrânia.



Os membros da Otan hoje são: Albânia, Alemanha. Bélgica, Bulgária, Canadá, Croácia, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estados Unidos, Estônia, França, Grécia, Hungria, Islândia, Itália, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Montenegro, Macedônia do Norte, Noruega, Holanda, Polônia, Portugal, Reino Unido, Romênia, República Tcheca e Turquia.

Hoje, a Otan é comandada pelo secretário-geral Jens Stoltenberg e serve para garantir a base da política de segurança dos países integrantes da organização.

Flerte da Otan com a Ucrânia

No final do ano passado, a Otan indicou que gostaria de contar com bases militares na Ucrânia, fazendo do país um membro regular. A notícia não agradou ao Kremlin, que relembrou acordos antigos com os Estados Unidos de manter neutralidade militar nos países do Leste Europeu, principalmente nações em sua fronteira.


Em fevereiro, após o flerte da Otan, a Rússia invadiu a Ucrânia e ampliou um conflito local que teve início em 2014, uma longa guerra civil que se desenrola na região do Donbas, sudeste da Ucrânia. Putin argumenta que a invasão tem por objetivo retirar organizações nazistas e preservar a cultura russa local. A Otan, por outro lado, ainda não ajudou a Ucrânia com tropas militares e deixou para o presidente Volodymyr Zelensky a tarefa de conter o avanço russo.

Assustados com o empenho russo em manter seu poder, Finlândia e Suécia formalizaram nesta quarta-feira (18) seu pedido de entrada na Otan. No início da disputa contra a Ucrânia, Putin foi cirúrgico ao dizer que tanto a Ucrânia, quanto os países que fazem fronteira com o extenso solo russo, sofreriam punições caso atendessem aos desejos de expansão do poder da Otan.

Ditadura turca é contra entrada de europeus

Uma regra no regulamento da organização, no entanto, pode não concretizar esse desejo de proteção dos países nórdicos, uma vez que todos os 30 países membros precisam aprovar por unanimidade a entrada de um novo país.

A Turquia já se declarou contrária ao ingresso dos europeus sob o argumento de que eles apoiam grupos radicais terroristas, como o PKK, além de pedir a suspensão da proibição de algumas vendas de armas para o país.

Agora, Otan e Estados Unidos terão de lidar com o peso de contornar diplomaticamente um dos países mais fortes do bloco – e o mais controverso – e abraçar os nórdicos contra Putin. Desde a “Primavera Árabe” que o regime turco promove a violação sistemática de direitos humanos e ataca povos e etnias que são contra Recep Tayyip Erdogan, líder político do país desde os anos 90.







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