Ciência

Entenda como vai funcionar a reabertura econômica de São Paulo

Crédito: Governo do Estado de São Paulo

O Governador do Estado de São Paulo, João Doria, durante a coletiva de imprensa de combate ao coronavírus (Crédito: Governo do Estado de São Paulo)

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou nesta quarta-feira (27) como será feita a “retomada consciente” das atividades neste período de enfrentamento do coronavírus, após mais de dois meses de isolamento social. A quarentena ainda vai durar até o dia 15 de junho nas regiões metropolitana e sul do Estado. No entanto, a partir de segunda-feira (1) será adotada uma liberação gradual de algumas atividades econômicas na capital paulista.

O Estado foi dividido em zonas de risco, levando em conta indicadores de capacidade dos hospitais públicos e privados e a evolução da doença nessas regiões. São cinco fases que ajudarão na identificação da situação dessas zonas.

A primeira delas é a fase 1, a mais crítica, onde a ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) está acima de 80%; Na fase 2 estarão as zonas de controle, com ocupação entre 60% e 80%; a fase 3 será a da flexibilização (abaixo dos 60%). Todo o Estado está enquadrado nessas três fases (veja mapa abaixo).

A fase 4 será a da abertura parcial e serão regiões onde os leitos hospitalares estão com ocupação abaixo dos 60% e baixa incidência de novos casos; e a fase 5 será denominada normal controlado.

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Atualmente nenhuma das cidades de São Paulo está fora das fases de restrição mais firme (Crédito:Governo do Estado de São Paulo)

Na região metropolitana e no sul do Estado (em vermelho no mapa acima), as restrições seguirão até o dia 15, com proibição de acesso a espaços públicos, atividades imobiliárias, escritórios, comércio de rua, academias, salões de beleza, teatros, cinemas e shoppings.

As regiões da zona de controle (em laranja no mapa), como a capital paulista, terão o retorno controlado do funcionamento do comércio de rua, shoppings, atividades imobiliárias, concessionárias e escritórios em horários pré-definidos e redução no número de funcionários em atividade, com apenas 20% deles trabalhando simultaneamente.

Já nas zonas de flexibilização (em amarelo), 40% dos funcionários poderão trabalhar, além da liberação da abertura de bares e restaurantes.

A reabertura das escolas e o uso do transporte público ainda estão sob análise do governo estadual.

O afrouxamento ou rigidez do controle das cidades serão revistos a cada 14 dias, onde os dados coletados diariamente serão essenciais nessa tomada de decisão.

Neste gráfico é possível ver quais atividades estarão liberadas nas fases em que as cidades se encontrarem nos próximos dias (Crédito:Governo do Estado de São Paulo)

Os critérios do chamado “Plano São Paulo” levam em conta seis pilares divididos em dois blocos. Na parte do sistema de saúde serão avaliados pontos como a disseminação da doença, capacidade do sistema de saúde, testagem e monitoramento da transmissão do vírus. Já no lado econômico, serão avaliados os protocolos e vulnerabilidade econômica, comunicação e transparência, além da abordagem regional, mencionada anteriormente.

O Estado de São Paulo chegou a 6,4 mil mortes por coronavírus. São mais de 86 mil infectados. Somente na capital paulista são mais de 174 mil casos suspeitos, com 51 mil casos confirmados e 3,4 mil mortes, com mais de 53 mil curados. O sistema de saúde está com cerca de 85% da ocupação total na capital.

Amanhã (28), o prefeito Bruno Covas vai dar mais detalhes de como serão adotados os protocolos de liberação por setor na capital paulista.

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