Entenda como o “team building” fortalece a alta performance e os resultados

Crédito: Mohamed Hassan/Pixabay

As companhias precisam investir constantemente em movimentos de envolvimento, com linguagens em diversas formas, subliminares e diretas, capazes de promover o team building. (Crédito: Mohamed Hassan/Pixabay)



Um dos grandes desafios da liderança está no “Vamos jogar juntos!”. Em como gerar confiança e sinergia entre os colaboradores, mantendo-os focados no mesmo propósito, engajados à cultura organizacional, motivados e produtivos. Nesse contexto, o team bulding ganha relevância para a visão de grupo, a alta performance e o alcance de resultados extraordinários e perenes.

As melhores companhias projetam e fortalecem missão, visão, valores e objetivos de forma recorrente. Elas estimulam a formação de equipes com profissionais cujas habilidades e competências se complementam. Investem na atração e retenção de indivíduos capacitados e compromissados, mais tolerantes e flexíveis, abertos ao entrosamento, ao desenvolvimento contínuo, com diferentes vivências e interessados em desafios. Pessoas que se doam umas pelas outras e compartilham soluções construtivas, em especial nos processos de criatividade e inovação.

Para alavancar os níveis de confiança, empatia e lealdade vinculados ao clima organizacional e à qualidade das entregas, as companhias precisam colocar as pessoas no centro, respeitar as diferenças e promover a inclusão, sem espaço para preconceitos, conflitos e críticas negativas. Essas práticas devem ser disseminadas e internalizadas, a partir de estímulos iniciados pela alta gestão, com desdobramentos para as lideranças das áreas, com o apoio do time de Gente ou Recursos Humanos.

O team building pode ser desenvolvido com:




1 – Dinâmicas para reforçar os comportamentos e atributos desejados pela companhia e o espírito de grupo. Ações para impulsionar desde encontros casuais até experiências que destaquem as relações de confiança e o trabalho em time. Atividades externas que promovam conexões além do ambiente de trabalho. Eventos corporativos imersivos que explorem a simbologia voltada à integração e quebra de paradigmas, combate à hostilidade e resistência, admiração uns pelos outros, reforço à diversidade, divisão de responsabilidades, construção de pontes para ajuda e partilha, respeito, resiliência, senso de orgulho e pertencimento, time coeso e apaixonado pelo que faz!

2 – Incentivos para os colaboradores atuarem na melhor versão, usufruindo da liberdade com responsabilidade, comunicação transparente e não-violenta, pedidos de auxílio, troca de experiências com os pares, preocupação genuína e solidariedade mútua, possibilidade de expor ideias, errar e fazer diferente, mais e melhor. Feridas e divergências devem ser tratadas, equacionadas e superadas. Ações e campanhas que promovam essa noção de cuidado, empoderamento e força coletiva também ajudam.

3 – Definição de metas globais, onde todos contribuam para o atingimento dos resultados e que proporcione ainda mais senso de dono aos colaboradores. Com isso, a criação de métricas para evidenciar e reconhecer os times mais envolvidos com o objetivo e atingir resultados sustentáveis, torna-se muito importante. Essa é uma forma bastante efetiva para formar uma corrente favorável e positiva.


4 – Valorização dos profissionais por meio de reconhecimentos públicos. Seja parabenizando-os pessoalmente ou em canais oficiais da empresa e das lideranças (e-mail, intranet, revista, mural e redes sociais), bem como oferecendo a eles benefícios baseados em meritocracia (como exemplo a distribuição de phantom ou stock options).

Portanto, não basta seguir meros padrões corporativos e ter densidade de talentos para chegar à alta performance e aos resultados expressivos. As companhias precisam investir constantemente em movimentos de envolvimento, com linguagens em diversas formas, subliminares e diretas, capazes de promover o team building.







Sobre o autor

Heverton Peixoto é CEO-Presidente da Wiz. Graduado em Engenharia Civil, com MBA em Corporate Finance no Insead, foi consultor da Mckinsey & Company de 2008 a 2013 em projetos estratégicos no mercado bancário e de seguros da América Latina.


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