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Entenda até quando o dólar vai ficar em baixa e quando deixar de comprar

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Ainda em baixa, Dólar começa a retomar cenário de fortalecimento (Crédito: Pexels)



O dólar abaixo dos R$ 5 como vem ocorrendo há 17 dias (operou em R$ 4,60 durante esta terça-feira, 5) tem levado muita gente a investir na moeda americana, porém a situação começa a ganhar um novo contorno. O cenário está mudando. A moeda ganhou ritmo de altas na terça-feira (5) e segue se fortalecendo ante o Real, operando nesta quinta-feira (7) cotado a R$ 4,76, variação de 1,16%. Somente nesta semana, quando atingiu o menor valor em dois anos, a moeda norte-americana já está 16 centavos mais cara.

E o que explica esse movimento de alta? É preciso olhar para o exterior para entender o que motiva a retomada do fortalecimento do dólar neste momento.

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O Federal Reserve (FED, Banco Central dos EUA) divulgou ata do FOMC nesta quarta-feira (6) indicando que o aumento nas taxas de juros deve seguir acontecendo nos próximos meses. Internamente, integrantes do FED queriam um ajuste monetário de 0,50 ponto percentual, ou seja, uma política mais agressiva do que o 0,25 ponto percentual que norteou o aperto divulgado no mês passado, porém o FOMC optou por um ajuste moderado.



Cenário de quedas do dólar desde março
Cenário de quedas do dólar desde março (Crédito:TradingView)

Dentro deste contexto de ajuste do FED nos EUA e apesar de os juros no Brasil estarem em patamares elevados, pagando muito bem para quem resolver investir aqui, o mercado norte-americano também pode ser muito oportuno e mais estável para quem deseja bons retornos. Sendo assim, uma política de juros agressivos lá tende a ser prejudicial ao nosso mercado doméstico.

É preciso ter em mente que, apesar de o “concorrente” do norte também oferecer taxas convidativas, o fluxo de capitais que está vindo ao Brasil e derrubando a cotação do dólar ainda vai levar algum tempo para se dissipar. Esse fluxo foi garantido pelos juros altos e pelos preços das commodities, que subiram com a guerra na Ucrânia. Analistas acreditam que esse ritmo de alta do dólar vai demorar para tomar impulso, e a moeda americana pode ganhar corpo novamente só ao longo do semestre.

As razões estão na mesa: a curva de juros no Brasil já está estabelecida desde o ano passado – a maioria das grandes economias iniciaram uma posição de contenção inflacionária somente neste início de 2022. E a guerra entre Ucrânia e Rússia está longe de ter seus efeitos diminuídos, mantendo o mercado de commodities aquecido.


“Os motivos para redução do dólar não estão ligados apenas ao diferencial de juros. São uma combinação de um fluxo de entrada de capital estrangeiro de aproximadamente R$ 67 bilhões na bolsa apenas esse ano, a melhora nas questões fiscais, que tornam o Brasil mais confiável ao investidor estrangeiro, o aumento no valor das exportações, por conta da alta no preço das commodities, e uma percepção de pautas econômicas menos surpreendentes entre os presidenciáveis”, disse o Diretor de Alocação e Distribuição da InvestSmart, André Meirelles.

E se você espera uma previsão de quando o dólar pode subir, o economista-chefe do Banco Original, Marco Caruso, aposta que a desvalorização do Real deva acontecer na virada do semestre. Essa análise leva em conta dois pontos: justamente a aceleração do FED no ajuste dos juros, aliado ao corte em US$ 60 bilhões por mês nas participações dos títulos públicos (Treasuries) e de US$ 35 bilhões em títulos lastreados em hipotecas, ambos anúncios feitos com a divulgação da ata do FOMC.

“Os juros reais [aquele que desconta a inflação] ainda estão negativos ao longo de boa parte da curva de juros futuros nos EUA, o que deverá se reverter para que a inflação efetivamente caia, e o fato de o ciclo de alta dos juros ser acompanhada por uma redução do balanço do Fed que, segundo a ata divulgada ontem, será em ritmo 2 vezes maior que o quantitative tightening de 2018”, apontou Caruso.

Ciclo das commodities segue em alta

Com o conflito no leste europeu, as commodities, galinha dos ovos de ouro dos governos petistas, ainda na década passada, voltaram a dar um respiro para a economia brasileira. Mesmo que a guerra acabe no curto prazo – o que não parece provável neste momento –, as sanções das economias globais aplicadas à Rússia ainda seguirão deixando um rastro de dificuldades para a recomposição da ordem financeira no mundo.

“O real brasileiro se beneficiou do ciclo das super commodities que está em vigor durante grande parte deste ano. À medida que o mundo começa a evitar produtos russos, alguns países como o Brasil se beneficiam ao encontrar pretendentes para sua soja, milho, óleo, trigo e óleo”, indicou Edward Moya, analista de mercado financeira da OANDA.

A aposta dele é de que o pico dos preços das commodities esteja próximo, impulsionando o fortalecimento do dólar.

Entre os analistas do Banco Original, a leitura é de que os preços sigam altos por algum tempo e o mercado brasileiro se beneficie disso. “A retirada das sanções será lenta e haverá sequelas que dificultarão a sua produção por um tempo. Fora isso, vale lembrar que demanda/oferta já estavam apertadas em vários mercados antes da invasão. O ponto é que os preços das commodities seguirão altas, o que seguiria como linha de defesa para os ativos brasileiros”, explicou Marco Caruso.

Mercado já precifica resultado da política brasileira

A política brasileira é uma verdadeira bomba relógio nos ventos econômicos internos desde 2014. E é exatamente essa previsibilidade de saber o que já pode acontecer de ruim que evita descompassos maiores na Bolsa de Valores e no próprio dólar.

Sendo assim, os especialistas consultados são taxativos ao indicar que essa crise que se desenha com o início das campanhas eleitorais no segundo semestre já está precificadas. André Meirelles, da InvestSmart, observa que tanto o ex-presidente Lula, quanto Jair Bolsonaro, já mostraram seus estilos de governo e o mercado sabe o que esperar deles, de forma que o câmbio, por exemplo, não sinta essa turbulência.

“Instabilidade política não é essencialmente uma novidade para o investidor estrangeiro que já investe em economias emergentes como o Brasil. Pelo contrário, essa é a regra. É até por isso que tendemos a pagar um retorno maior em nossos ativos”, completou Marco Caruso.







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