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Energia mais cara em setembro: saiba quanto você vai gastar e quem é o culpado

Crédito: Pixabay

Utilização de usinas termoelétricas eleva o preço da conta de luz (Crédito: Pixabay )

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) pretende reajustar o preço da energia elétrica em todo o Brasil. A previsão é de que os valores aumentem em setembro.

A informação foi confirmada pelo ministro da Economia Paulo Guedes nesta quinta-feira (26) que afirmou “não adianta ficar sentado chorando”, ao alertar que a taxa extra de luz deve ter novo reajuste por causa da crise hídrica.

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Quanto vai subir?



Os cálculos do governo apontam para a possibilidade da bandeira vermelha nível 2, hoje em R$ 9,49 a cada 100 quilowatts-hora (kWh), ser elevada para entre R$ 15 e R$ 20, chegando até R$ 25.

Quem é o culpado?

O Brasil passa pela pior crise hídrica desde 1930, segundo o Operador Nacional de Sistema Elétrico (ONS). Com isso, houve a necessidade de utilização de usinas termoelétricas – mais caras.

Isso porque as hidrelétricas representavam 65,2% do fornecimento de energia, de acordo com dados da ONS de 2020, ou seja, permanecem como a maior fonte.

O que preocupa é que o sub-sistema de reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste está em 22,32% de sua capacidade. Ele é responsável por aproximadamente 70% da energia produzida nas hidrelétricas de todo o país.

Planejamento do governo

O presidente Jair Bolsonaro reconheceu, nesta quinta-feira (26), em transmissão ao vivo nas redes sociais, a gravidade da crise hídrica e pediu à população que reduza o consumo de energia elétrica.

“Vamos fazer um apelo para você que está em casa. Apague um ponto de luz”, acrescentou. Segundo Bolsonaro, algumas represas do País vão deixar de existir se a crise não der trégua.

O secretário de energia elétrica do Ministério de Minas e Energia (MME), Christiano Vieira, disse que o governo dará uma premiação pela redução no consumo. O chefe da pasta, Bento Albuquerque, disse não entender as medidas como um racionamento.

Redução de energia na administração pública e de empresas

Bolsonaro editou um decreto para determinar a redução de consumo de energia elétrica em órgãos da administração pública. A medida entra em vigor a partir de 1º de setembro.

Segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), com a medida, espera-se que o poder público reduza o consumo de eletricidade entre 10% e 20%, em relação à média do consumo do mesmo mês nos anos de 2018 e 2019. A economia de energia deverá ocorrer entre setembro de 2021 a abril de 2022 e não valerá para as estatais.

Outra medida, desta vez do  Ministério de Minas e Energia, estabelece diretrizes para que o setor industrial apresente ofertas de Redução Voluntária de Demanda de Energia Elétrica (RVD).

O programa, de caráter “excepcional e temporário”, terá duração até 30 de abril de 2022.

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