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Enauta aposta nos princípios ESG para crescer

Redução das emissões de gases de efeito estufa, incentivo à diversidade e diversificação de ativos são alguns dos objetivos principais da companhia para avançar nessa agenda

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Enauta aposta nos princípios ESG para crescer (Crédito: Divulgação)

Na pauta das empresas que repensam o futuro, três letras passaram a ter um forte peso na definição da estratégia: ESG (Environmental, Social and Governance, ou Meio Ambiente, Social e Governança Corporativa), que, quando tomam corpo, podem mudar a análise de riscos e decisões de investimentos. Esses três pilares têm ganhado cada vez mais atenção dos consumidores, que se mostram atentos às decisões tomadas por companhias, em especial do setor de óleo e gás.

A Enauta, que atua na área de petróleo e gás, traz o ESG em seu DNA. Já trabalhava com esses conceitos, mesmo quando ainda não se falava sobre esses princípios. Após a pandemia da covid-19, o tema ganhou ainda mais relevância em seus negócios, reforçando sua preocupação em gerar o menor impacto possível no meio ambiente e em colaborar para a criação de uma sociedade mais sustentável.

A Enauta criou uma gerência específica de sustentabilidade, que atua ancorada em uma nova política para o desenvolvimento sustentável, lançada no início deste ano. “A política formaliza, direciona e estabelece critérios para garantir o compromisso com a proteção ambiental e a prosperidade econômica e social do País”, destaca o presidente da companhia, Décio Oddone.

Esse direcionamento nas questões ESG tem dado tão certo que a empresa se destacou no prêmio Melhores da Dinheiro. No setor de Combustível, Óleo e Gás, conquistou o 2º lugar geral, o 1º lugar em Recursos Humanos, o 1º lugar em Responsabilidade Social e o 1º lugar em Governança Corporativa.

 

Conquistas

Algumas ações já vêm sendo implementadas há alguns anos. A Enauta colheu os frutos. Entre elas está uma redução de 7% das emissões diretas no Campo de Atlanta em 2020.  Naquele mesmo ano, em que a Enauta recebeu a nota B no CDP, entidade que avalia as emissões de carbono por companhias, a intensidade foi de 15,2 kg de CO2 e/BOE (barril de óleo equivalente).

Outro resultado relevante para a companhia, que neste ano ultrapassou a marca de 18 milhões de barris produzidos no Campo de Atlanta, foi a queda de 26% das emissões de CO2 no segundo trimestre de 2021 em relação ao mesmo período de 2020. Esse resultado foi proveniente do aprimoramento da eficiência operacional e de uma otimização da logística.

Em suas operações, de acordo com Oddone, a Enauta evita a utilização de diesel, consumindo gás produzido como fonte de energia primária da plataforma. “Outras iniciativas que ajudaram a melhorar a eficiência foi a redução da frota de apoio e a otimização do uso dos helicópteros”, destaca o presidente.

 

Compromissos

Para reforçar o seu compromisso com o meio ambiente e com a sociedade, a Enauta se uniu a quem direciona as práticas ESG no mundo. Há dez anos publica seu relatório anual de sustentabilidade, que segue padrões internacionais e é signatária do Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU).

Segundo o presidente da companhia, a petroleira está alinhada aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, com destaque para o ODS 14, que trata sobre vida na água.

No ano passado, a Enauta se tornou a primeira empresa brasileira a assinar o Sustainable Ocean Principles, iniciativa das Nações Unidas em prol da gestão sustentável dos oceanos.

Além disso, está em conformidade com outros ODSs, como os relacionados a direitos humanos, mudanças climáticas, trabalho descente, meio ambiente e anticorrupção.

“Nós estamos comprometidos com as mudanças necessárias para garantir um mundo melhor para as futuras gerações”, aponta Oddone.

 

Pesquisa e desenvolvimento

A companhia sempre atuou de forma consistente em pesquisa e desenvolvimento, buscando gerar conhecimento, segurança e preservação do meio ambiente. Em parceria com a Universidade Estadual do Rio de Janeiro, a empresa estuda a contribuição das florestas de mangue no estado do Rio de Janeiro ao processo de mitigação do aquecimento global por meio do armazenamento de carbono.

O estudo da Enauta foi selecionado pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) para representar iniciativas da indústria brasileira na Conferência do Clima da ONU (COP26), que acontece em novembro deste ano na Escócia.

“Para nós, é um grande orgulho ter uma pesquisa sendo apresentada para representantes de vários países. Isso mostra que estamos seguindo no caminho certo”, ressalta o presidente da Enauta.

 

Governança

Com capital aberto e listada no Novo Mercado da B3, a Bolsa de Valores de São Paulo, a Enauta trabalha fortemente a governança corporativa. As mulheres estão ganhando cada vez mais espaço em cargos estratégicos da companhia. Hoje, ocupam 40% dos cargos de liderança.

Além disso, conta ainda com a atuação de um comitê de governança, ética e sustentabilidade e um de auditoria que, segundo Oddone, são fundamentais para o controle de processos, tomada de decisão e retroalimentação das diretrizes internas de ESG.

 

Pessoas

O corpo funcional da Enauta é altamente qualificado. O turnover está em torno de 4,5%. “Esse índice é considerado muito bom para o setor de petróleo e gás”, enfatiza o presidente.

Entre os vários benefícios oferecidos pela companhia está um Programa de Remuneração Variável (PRV) que tem como objetivo trazer transparência nos processos de reconhecimento individual e coletivo.

Além disso, de acordo com Oddone, a petroleira aposta em um time multidisciplinar com alta capacidade de entrega, em permanente desenvolvimento. Hoje, 36% dos funcionários possuem graduação completa, 36% são pós-graduados, 15% contam com mestrado e 5% fizeram doutorado.

A diversidade é outro ponto de destaque. Segundo Oddone, além da equidade de gênero, a companhia reconhece a importância da inclusão geracional para o aumento de performance. “A presença de representantes de diferentes gerações permite que seja alcançado um equilíbrio entre experiência, conhecimento e atitude inovadora, resultando em um alto nível de produtividade” No quadro de funcionários, 58% estão na faixa etária entre 31 a 45 anos; 21% estão entre os 46 e 60 anos; e 16% se encaixam na faixa de mais de 60 anos. O ano de 2020 também demandou esforços para garantir o bem-estar da equipe. A Enauta manteve todos os seus funcionários de home office desde o primeiro trimestre de 2020. Oficializou o regime híbrido de trabalho no segundo semestre de 2021. Manteve suporte médico para colaboradores e seus familiares nos casos de contaminação de Covid-19, além do oferecimento de um programa de apoio psicológico especializado, de ginástica laboral online e da realização de webinars internos para manter a integração.

 

Oportunidades

Segundo o presidente, a companhia conta com uma posição de caixa da ordem de R$ 2 bilhões, o que dá fôlego para a busca de novas oportunidades. A estratégia passa por reforçar a produção de hidrocarbonetos antes de diversificar o portfólio. “Primeiro vamos ampliar a produção de petróleo para gerar os recursos financeiros necessários para investir em novas fontes de energia”, enfatiza.

Oddone destaca que a petroleira tem compromisso firme com a transparência, a diversidade, a inclusão socioeconômica e em mitigar os efeitos das mudanças climáticas. “Nós estamos cada vez mais empenhados, em nosso planejamento e em nossas ações, em alcançar cada vez mais resultados consistentes nessas áreas, hoje reconhecidas como essenciais para o desenvolvimento humano”.

 

Às compras

A Enauta vem obtendo números expressivos, destacando-se entre as empresas de petróleo independentes.

A aquisição de novos ativos para expandir sua atuação no mercado também está no radar. “Acredito que há boas oportunidades para as empresas de petróleo independentes no Brasil. Estamos buscando nos posicionar”, disse Oddone. O foco da Enauta, segundo ele está em ativos já em produção.